Ponte Preta: Brigatti desabafa sobre salários, admite atraso de 11 meses e fala sobre reforços

Ponte Preta: Brigatti desabafa sobre salários, admite atraso de 11 meses e fala sobre reforços
Foto de Marcos Ribolli/Pontepress

O que você precisa saber:

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  • O executivo de futebol João Brigatti abriu o jogo sobre a crise na Ponte Preta e revelou estar há mais de 11 meses sem receber salários.
  • Contrariando discursos anteriores da diretoria, o dirigente cravou que a briga atual da Macaca na Série B é única e exclusivamente para somar 45 pontos e evitar o rebaixamento.
  • Apesar do ‘transfer ban’ e da crise financeira, o clube busca reforços para a janela de julho, visando encorpar os setores de defesa, meio-campo e ataque.
  • Brigatti revelou que já existem negociações bem encaminhadas, mas alertou para a enorme dificuldade de buscar jogadores no mercado devido à má fama financeira da instituição.
  • O coordenador também fez um forte apelo pelo fim das brigas políticas internas, afirmando que elas só servem para empurrar a Macaca “cada vez mais para o buraco”.

Foco nos 45 pontos e a dura realidade do extracampo

O coordenador de futebol da Ponte Preta, João Brigatti, quebrou o silêncio sobre a turbulência vivida nos bastidores do estádio Moisés Lucarelli. Com a equipe amargando a vice-lanterna da Série B com apenas sete pontos conquistados, o dirigente adotou um tom realista em entrevista à Rádio Bandeirantes e afastou qualquer ilusão de briga pelo acesso neste momento. Alinhando-se ao discurso do elenco, ele cravou a real prioridade alvinegra.

“Primeiro você precisa conseguir a pontuação de 45 pontos, se manter no campeonato o mais rápido possível. Nesse momento, a Ponte Preta tem que ter o pezinho no chão sempre e saber que a gente tem que pontuar o máximo possível até o início da janela. O objetivo hoje não é um discurso diferente”, cravou Brigatti.

O abismo entre a expectativa e a realidade passa diretamente pelo asfixiamento financeiro do clube. Em um desabafo muito franco sobre os atrasos salariais que motivaram o recente boicote dos jogadores à concentração, o executivo revelou que o problema atinge gravemente o seu departamento.

“Eu estou no mesmo barco dos atletas. Para você ter uma ideia, eu já estou há mais de 11 meses sem salário também. Isso é muito importante deixar claro. Mas a gente está remando todos os dias porque a gente precisa de pessoas dentro da Ponte Preta que querem o bem do clube. Se eu não acreditasse, eu já teria abandonado essa situação”, revelou.

Apesar da exposição da crise, Brigatti ressaltou que as dívidas não podem ser desculpa para a apatia dentro das quatro linhas. “A cobrança em cima desses atletas também tem que existir, não é só ficar batendo em cima de salários atrasados e que sirva de muleta para todos nós”, pontuou.

Mesmo convivendo com o fantasma do ‘transfer ban’ e com a notória escassez de recursos, o departamento de futebol já se movimenta no mercado de olho na abertura da janela de transferências, em julho, com foco na defesa, no meio-campo e no ataque. O dirigente, no entanto, confessou as barreiras diárias nas negociações.

“A gente já vai buscando através de empresários, buscando jogadores, e sempre vem a mesma pergunta em relação ao lado financeiro da Ponte. Nós temos já algumas situações, não digo para você apalavrada, mas bem encaminhada. Ser pontual naquelas contratações fica muito mais ou menos difícil. Quando você precisa buscar um número maior de atletas, obviamente se torna mais difícil até pela escassez do mercado e pelos valores”, explicou.

Para tentar blindar o vestiário e viabilizar uma reação imediata na tabela, Brigatti, que é um histórico torcedor e funcionário do clube, fez um apelo contundente. Ele lamentou profundamente o clima bélico na política alvinegra.

“Essa briga política que existe dentro da Ponte Preta só tem a levar cada vez mais a Ponte Preta pro buraco. A gente não deixa de acreditar, a gente tá sempre todos os dias passando alguma coisa positiva para não deixar o barco afundar, porque a gente sabe do tamanho que é essa camisa”, finalizou o coordenador.

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