Ponte Preta: Remédio diz que meta são 45 pontos e alerta para insegurança dos jogadores
O que você precisa saber:
- Substituindo o suspenso Rodrigo Santana, o auxiliar Gabriel Remédio comandou a Ponte Preta na dura goleada por 4 a 1 sofrida para o Londrina.
- O profissional avaliou que a equipe fez um bom primeiro tempo, mas se expôs e teve uma noite “infeliz” e “ruim” na etapa complementar.
- Remédio minimizou o impacto direto do boicote à concentração, mas admitiu que os problemas extracampo e o peso do Z-4 geram insegurança no elenco.
- A falta de entrosamento foi citada como um obstáculo, agravado pelas constantes lesões e suspensões que impedem a repetição da escalação.
- Sendo realista diante da crise, o auxiliar cravou que o objetivo primordial da Macaca no momento é somar 45 pontos para evitar o rebaixamento.
Apagão e peso do extracampo
A dura goleada por 4 a 1 sofrida para o Londrina, em pleno Moisés Lucarelli, deixou cicatrizes expostas na Ponte Preta. Responsável por comandar a equipe na beira do gramado devido à suspensão do técnico Rodrigo Santana, o auxiliar Gabriel Remédio não fugiu dos microfones após o apito final e tentou explicar o colapso alvinegro na etapa complementar, aceitando as duras cobranças da torcida.
“Foi uma noite infeliz. A gente teve um primeiro tempo justo, criando chances, bola na trave, escanteios, mas no segundo tempo a gente acabou errando, se expôs e tivemos uma noite ruim. Agora cabe aceitar as críticas, porque são justas, e seguir trabalhando para melhorar”, avaliou o auxiliar.
O vexame em casa aconteceu em meio a um clima de ebulição nos bastidores. Como forma de protesto contra os salários atrasados, o elenco decidiu não realizar a tradicional concentração, apresentando-se no hotel apenas horas antes da partida. Para Remédio, a quebra na logística não foi o estopim para a derrota, mas a crise financeira somada à pressão da tabela inegavelmente afeta o emocional do grupo.
“Não concentrar foi uma decisão dos atletas que a gente respeitou. Eles fizeram toda preparação sem nenhum problema. Acho que isso não interferiu porque foi uma noite infeliz dentro de campo. Mas os problemas extracampo atrapalham, sim. Jogar dentro da zona de rebaixamento, saindo atrás do placar, isso gera uma pressão a mais. São detalhes que mudariam o ritmo da partida porque os jogadores estariam mais confiantes. Passa muito por essa insegurança diante do momento da equipe”, explicou.
Além dos entraves emocionais e financeiros, a comissão técnica tem esbarrado na dificuldade de dar padrão tático à Macaca. Com um departamento médico movimentado e problemas com cartões, a equipe sofre com a falta de sequência. “A gente está com dificuldade de manter um time porque estamos sofrendo com lesões e suspensões. Não é ideal porque isso atrapalha o entrosamento. Acho que é ruim quando não se tem uma repetição de time, mas ainda estamos buscando um time ideal”, completou Remédio.
Com a equipe amargando a 19ª colocação e somando apenas sete pontos em nove rodadas, o discurso no Majestoso agora é de sobrevivência. Questionado sobre as pretensões do clube na Série B, o auxiliar adotou um tom realista e traçou o “número mágico” da permanência como a única prioridade no horizonte alvinegro.
“Uma coisa não exclui a outra. A gente tem como meta fazer 45 pontos, mas claro que queremos uma pontuação maior para brigar lá em cima. A Série B é muito nivelada. O ‘se’ não existe e, por isso, precisamos brigar primeiro pelos 45 pontos para depois almejar coisas maiores na competição”, finalizou.
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