Guarani: Elio vê bom volume de jogo, lamenta chances perdidas e credita derrota a erros coletivos
O que você precisa saber:
- O técnico Elio Sizenando analisou a derrota do Guarani por 3 a 1 para o Ituano, resultado que derrubou a invencibilidade do Bugre na Série C.
- O comandante valorizou o volume ofensivo e a criação de jogadas da equipe, mas lamentou a falta de efetividade em chances claras, como a bola na trave de Maranhão.
- Para Elio, o fator determinante para o revés foram os erros coletivos de marcação na bola parada, que resultaram em dois gols do adversário no primeiro tempo.
- Apesar do revés em casa, o treinador pediu cabeça erguida e foco na correção das falhas para a próxima partida contra o Barra-SC, fora de casa.
A bola parada como grande vilã
A primeira derrota sob o comando de Elio Sizenando ligou o sinal de alerta no Brinco de Ouro da Princesa. Após o revés por 3 a 1 no duelo estadual diante do Ituano, o técnico do Guarani concedeu entrevista coletiva e não fugiu da responsabilidade ao apontar o principal erro da equipe na noite: a vulnerabilidade na bola aérea defensiva. O Bugre sofreu dois gols em cobranças de escanteio antes do intervalo.
“Nós tivemos um bom volume de jogo desde o início, controlamos algumas ações, mas os erros em bolas paradas mataram o jogo. Foram falhas coletivas de posicionamento e desatenção que não podem acontecer. A gente vinha de uma solidez defensiva importante, sem tomar gols há dois jogos, mas fomos punidos pelo alto. Precisamos assumir o erro e corrigir imediatamente”, analisou o treinador alviverde.
Apesar dos problemas na defesa, Sizenando viu a equipe produzir o suficiente para sair com um resultado melhor. O Guarani chegou a diminuir com Nathan Melo (contando com uma falha do goleiro adversário) e flertou com o empate no início do segundo tempo, quando Maranhão carimbou a trave. Segundo o comandante, a ineficiência nas finalizações custou muito caro.
“Eu lamento muito as chances perdidas. Quando você sai atrás no placar e consegue criar, a efetividade tem que ser máxima. Tivemos a bola na trave que poderia ter mudado totalmente a história e o ânimo do segundo tempo. A gente produziu, teve volume para buscar o empate, nos expusemos um pouco mais e, em uma transição em que falhamos novamente na recuperação, eles liquidaram a partida”, explicou o comandante.
Sem tempo para lamentações profundas, o técnico já vira a chave para recuperar o mental do elenco. O Guarani, que estacionou nos 12 pontos e caiu para a sexta colocação, terá a semana livre para trabalhar antes de viajar ao Sul do país, onde medirá forças contra o Barra-SC no próximo sábado (23).
“O recado no vestiário é manter a cabeça erguida. A nossa invencibilidade caiu, mas a confiança no trabalho tem que continuar a mesma. Vamos sentar, corrigir esses erros coletivos no vídeo, trabalhar exaustivamente essa bola parada e focar na nossa reabilitação. O campeonato é longo e exige resiliência”, finalizou Sizenando.
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