Ponte Preta: início na Série B desafia histórico do clube na era dos pontos corridos

Ponte Preta: início na Série B desafia histórico do clube na era dos pontos corridos
Foto de Marcos Ribolli

O que você precisa saber:

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  • A Ponte Preta vive seu segundo pior começo de Série B desde a adoção do formato de pontos corridos, somando apenas sete pontos nas oito primeiras rodadas.
  • O desempenho atual, que afunda a Macaca na zona de rebaixamento, é inferior à campanha de 2024 (nove pontos), ano em que a equipe não evitou o descenso.
  • O único retrospecto inicial pior do que o atual ocorreu na temporada de 2021, quando o clube somou seis pontos, mas conseguiu se salvar da degola na reta final.
  • O cenário contrasta brutalmente com campanhas de acesso: em 2011, a equipe somava 17 pontos neste mesmo recorte; em 2014, acumulava 13 pontos.
  • Na gestão que assumiu em 2022, o time nunca conseguiu ultrapassar a marca de nove pontos em oito rodadas disputadas.

Sinal vermelho no Majestoso

O torcedor pontepretano tem motivos estatísticos de sobra para se preocupar com o início de caminhada na Série B do Campeonato Brasileiro. Estacionada nos sete pontos após oito jogos disputados, a Ponte Preta amarga a zona de rebaixamento e desafia o próprio histórico no torneio, registrando o seu segundo pior começo desde a instauração da era dos pontos corridos.

Os números escancaram a gravidade do momento vivido nos corredores do estádio Moisés Lucarelli. O aproveitamento da equipe na atual temporada consegue ficar abaixo até mesmo do desempenho da amarga campanha de 2024, quando a Macaca contabilizava nove pontos neste exato estágio do campeonato e, ao fim do ano, acabou rebaixada.

Olhando para o passado recente da competição por pontos corridos, a única marca inicial pior que a atual pertence à largada de 2021. Naquela ocasião, o time campineiro chegou à oitava rodada com apenas seis pontos conquistados. O alento para o torcedor é que, em 2021, a equipe protagonizou uma campanha de recuperação e escapou da queda nas rodadas finais.

A dificuldade na largada, contudo, virou uma tônica nos últimos anos. Desde 2022, sob o comando do grupo político que hoje tem Marco Antonio Eberlin como vice-presidente e diretor de futebol, a Ponte Preta não conseguiu romper a barreira dos nove pontos nos seus oito primeiros compromissos na Segundona.

O cenário ganha tons ainda mais dramáticos quando a atual campanha é colocada lado a lado com as temporadas de glória e de acesso à elite. Longe da luta contra o Z-4, a Ponte Preta largou em um ritmo avassalador em 2011, somando 17 pontos no mesmo recorte de rodadas. Três anos depois, no acesso de 2014, a pontuação nesse estágio já era de confortáveis 13 pontos.

Pressionada pelo fantasma do rebaixamento e vindo de duas derrotas consecutivas, a Macaca corre contra o tempo e contra as estatísticas para iniciar uma reação. A aposta da diretoria e da comissão técnica é aproveitar o fator casa na próxima segunda-feira, quando o time encara o Londrina em um confronto direto no Majestoso.

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