Guarani: Willian Farias admite necessidade de melhora, mas faz voto de paciência com a torcida
O que você precisa saber:
- Autor do gol da vitória contra o Santa Cruz, o volante Willian Farias concedeu entrevista coletiva para avaliar o momento do Bugre.
- O jogador de 36 anos admitiu que a equipe ainda não apresenta o seu melhor futebol e destacou que o time está em um processo de evolução.
- Farias tratou a pressão da torcida como um “privilégio” por atuar em um clube grande, mas alertou que cobranças excessivas agora podem atrapalhar.
- O Guarani volta a campo na próxima segunda-feira (11) para enfrentar o Maringá, no Paraná, pela sexta rodada da Série C.
Blindagem e processo a longo prazo
O Guarani conquistou uma vitória suada sobre o Santa Cruz na última rodada, mas o desempenho em campo deixou claro que ainda há muito trabalho pela frente.
Ciente das exigências das arquibancadas, o volante Willian Farias, herói do triunfo alviverde, adotou um discurso de cautela e tentou diminuir a temperatura no Brinco de Ouro para a sequência da Série C.
Em entrevista coletiva, o experiente camisa 8 reconheceu que o nível de atuação precisa subir, mas fez questão de ressaltar que a equipe ainda passa por ajustes naturais de início de trabalho.
“Estamos em construção. Uma pressão absurda agora pode atrapalhar lá na frente”, alertou o volante, buscando blindar o vestiário.
Invicto na Série C e dentro do G-8 com nove pontos, o Bugre convive com o peso de sua própria história. Para Willian, sentir esse peso não é um problema, mas sim uma honra.
“Encaro como um privilégio. Isso significa que estamos em um clube grande, que tem história. É humano o atleta se abalar com a pressão, mas temos que saber focar naquilo que foi trabalhado para tomar as melhores decisões”, avaliou.
O jogador também fez questão de lembrar que o campeonato é uma maratona e não uma corrida de cem metros, tentando alinhar as expectativas para o próximo confronto direto.
“Não vamos subir no jogo contra o Maringá. Vamos subir em outubro”, ponderou, traçando o acesso como o objetivo final da jornada.
Sobre o gol salvador que garantiu os três pontos no apagar das luzes, Willian foi extremamente sincero. O atleta admitiu que, individualmente, não fazia uma boa partida até os 46 minutos da etapa final. Ao completar de cabeça a cobrança de escanteio de Guilherme Parede, viveu um momento que ele mesmo classificou como fora da curva. “Foi algo inexplicável. Eu não treino bola parada e nem costumo ir para a área”, revelou com alívio.
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