Guarani: juíza mantém decisão por novas eleições e abre prazo para oposição se manifestar

Guarani: juíza mantém decisão por novas eleições e abre prazo para oposição se manifestar
Foto de Raphael Silvestre/Guarani FC

O que você precisa saber:

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• A juíza Ana Lia Beall despachou uma nova decisão nesta quinta-feira (7), mantendo a obrigatoriedade de o Guarani realizar novas eleições.

• A magistrada anotou a interposição de recurso (agravo de instrumento) por parte do clube, mas decidiu manter sua sentença inicial “por seus próprios fundamentos”.

• A Justiça não respondeu de imediato às dúvidas do clube sobre as regras do pleito e estipulou um prazo de cinco dias para o autor da ação, Felipe Roselli, se manifestar.

• O imbróglio jurídico segue travando os bastidores políticos do Brinco de Ouro e a evolução da SAF.

Passos seguintes no processo

A novela envolvendo as eleições do Guarani registrou mais uma movimentação oficial na tarde desta quinta-feira (7). A juíza Ana Lia Beall, da 11ª Vara Cível da Comarca de Campinas, emitiu um despacho em que mantém a anulação do pleito de dezembro de 2025, justificando a manutenção “por seus próprios fundamentos”.

O documento reconhece o recurso de agravo de instrumento interposto pelo departamento jurídico alviverde. No entanto, como o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) já havia negado o efeito suspensivo em segunda instância, a liminar que obriga o clube a organizar uma nova ida às urnas em 30 dias continua em pleno vigor.

Apesar da expectativa da diretoria, a juíza não esclareceu de imediato os pontos práticos questionados pelo Conselho Deliberativo — como a contagem de prazos úteis ou corridos, a validade das chapas antigas e os detalhes do edital. Em vez disso, a magistrada determinou que a oposição tenha espaço para argumentar.

O despacho estabelece um prazo de cinco dias para que o requerente e candidato da chapa “Meu Bugre Forte”, Felipe Roselli, se manifeste sobre as alegações e petições recentes juntadas pelo Guarani no processo.

Com essa movimentação, o clube terá que aguardar o posicionamento da oposição e a consequente análise da juíza para, enfim, ter a segurança jurídica e as diretrizes definitivas de como proceder com a convocação da nova assembleia geral. Enquanto a poeira não baixa nos tribunais, o planejamento financeiro do clube e as conversas sobre a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) seguem em compasso de espera.

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