Guarani: Assembleia aprova contas de 2025 com superávit de R$ 8 milhões
O que você precisa saber:
- A Assembleia de Sócios do Guarani aprovou, na última quarta-feira, o balanço financeiro referente ao exercício de 2025.
- A votação terminou com 131 votos favoráveis à aprovação e 76 contrários (motivados por atrasos na entrega de documentos).
- O clube fechou a temporada com um superávit de R$ 8 milhões, registrando R$ 64,8 milhões em receitas e R$ 56,7 milhões em despesas.
- O grande motor do resultado positivo foi a venda de direitos econômicos de atletas, que injetou R$ 42,1 milhões nos cofres bugrinos.
- Apesar do alívio no caixa, a dívida bruta do clube campineiro permanece na casa dos R$ 320 milhões.
Contas aprovadas
O balanço financeiro de 2025 do Guarani passou pelo crivo dos associados na última quarta-feira. O documento revelou que o clube encerrou o último ano no azul, registrando um superávit de R$ 8 milhões. O resultado é fruto de uma arrecadação total de R$ 64,8 milhões, que conseguiu superar os R$ 56,7 milhões gastos com custos e despesas gerais no período.
O grande responsável por fazer a balança pender para o lado positivo foi o departamento de futebol. O clube detalha que a principal fonte de injeção de capital foi o repasse e a negociação de direitos econômicos de jogadores.
Apenas com essas operações, o Bugre arrecadou R$ 42,1 milhões. O grande destaque financeiro da temporada ficou por conta da venda do volante Richard Ríos, negociado pelo Palmeiras com o Benfica. Como detinha uma porcentagem dos direitos do atleta, o Guarani faturou nada menos que R$ 26 milhões com a transferência. Além disso, as categorias de base também mostraram o seu valor, rendendo R$ 6,1 milhões aos cofres em negociações de pratas da casa.
O relatório da administração também trouxe recortes importantes sobre a gestão do elenco principal. Ao longo de 2025, a folha de pagamento do departamento de futebol custou R$ 23,7 milhões. O montante consumiu quase 40% de toda a receita gerada pelo clube na temporada.
Apesar do superávit milionário celebrado pela diretoria, o cenário de longo prazo ainda exige cautela. As demonstrações financeiras apontam que o “fantasma” do passado continua rondando o Majestoso: a dívida bruta do Guarani segue estacionada na pesada marca de R$ 320 milhões.
O saldo positivo nas contas não foi suficiente para garantir uma aprovação unânime. O balanço foi aprovado por maioria, contabilizando 131 votos a favor e 76 contra.
O principal argumento dos votos contrários foi a falha administrativa do Conselho de Administração, que não entregou os documentos e os balancetes dentro do tempo exigido para a análise prévia dos Conselhos Deliberativo e Fiscal.
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