Guarani: presidente do Conselho detalha defesa e revela paralisação na negociação da SAF

Guarani: presidente do Conselho detalha defesa e revela paralisação na negociação da SAF
Foto de Beatriz Gatto

A liminar que suspendeu o resultado das eleições do Guarani causou “extrema surpresa” no departamento jurídico do clube e já gerou impactos práticos.

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Em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas, o advogado do Alviverde, André Torquato – que atuava como presidente do Conselho Deliberativo até ter a posse suspensa pela própria decisão judicial -, detalhou as medidas legais que o clube tomará e revelou um forte prejuízo em andamento: o recuo imediato de um investidor interessado na SAF do Bugre.

Segundo Torquato, o clube atuará em duas frentes jurídicas para tentar derrubar a decisão proferida na 11ª Vara Cível.

A primeira delas é o ingresso de embargos declaratórios. O objetivo principal é forçar a Justiça a esclarecer quem detém a representatividade legal do Guarani neste momento, evitando um “apagão administrativo”.

O clube cobra respostas sobre a validade dos atos praticados nos últimos três meses e meio de gestão, como a assinatura de contratos e a inscrição de atletas.

A segunda frente será a interposição de um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça (TJ-SP) para tentar cassar a liminar e reestabelecer as posses dos Conselhos de Administração, Deliberativo e Fiscal.

Prejuízo e recuo na SAF

O reflexo mais grave da insegurança jurídica instaurada no Brinco de Ouro atingiu o processo de venda da SAF. Torquato revelou que uma proposta oficial seria protocolada no clube justamente nesta semana, mas as negociações foram travadas pela decisão judicial.

“Hoje seria apresentada a proposta da SAF. O investidor ligou para a Ernst & Young, que está cuidando do contrato de SAF, e falou que não estava enviando mais o contrato e a proposta devido à decisão judicial”, relatou o advogado.

“O investidor recuou e falou que essa situação traz insegurança jurídica, que ele espera a resolução. Esse é um prejuízo incalculável”.

Contraponto aos argumentos da Justiça

O departamento jurídico bugrino vê equívocos na fundamentação utilizada pela magistrada para anular a eleição.

Em relação à suposta irregularidade por voto aberto, a defesa sustenta que apenas as deliberações de recursos e a escolha da mesa diretora foram abertas, seguindo uma tradição de 30 anos da instituição.

Torquato garante que o voto para o pleito, de fato, ocorreu de forma pessoal, direta e secreta, como manda o Estatuto.

O advogado também negou que a chapa de oposição tenha sofrido cerceamento de defesa. Ele afirmou que o recurso foi encaminhado à chapa impugnada um dia antes, no sábado, tempo suficiente para que a defesa fosse apresentada e exercida durante a Assembleia.

Para Torquato, faltou compreensão técnica sobre as regras internas do Bugre. “O que me parece é que a magistrada não deve ter conhecimento de como funciona o estatuto do clube”, avaliou.

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