Ponte Preta: “A Ponte não tem atacantes que passem tranquilidade”, analisa CH

Ponte Preta: “A Ponte não tem atacantes que passem tranquilidade”, analisa CH
Foto de Marcos Ribolli

Por Carlos Henrique

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Vou dividir a minha análise sobre a derrota da Ponte Preta para o Vila Nova em duas partes fundamentais: o peso do apito e o desempenho em campo.

Começando pela arbitragem: ela prejudicou a Ponte, sim. O que o David Braz falou ao final da partida é verdade. O que vimos no primeiro tempo foi algo muito esquisito. O árbitro, o senhor Afro, estava marcando impedimento antes mesmo do bandeirinha sinalizar. Muito estranho. E vou dizer mais: foi pênalti claro no último lance do jogo. Não me venham com essa conversa fiada de que o jogador estava apoiado. É pênalti e ponto, faltou usar o mesmo critério. A Ponte foi flagrantemente prejudicada.

Por outro lado, entrando no que diz respeito à bola rolando, a Ponte perdeu para a sua própria incompetência de ataque. O time criou três chances claríssimas que simplesmente não se pode desperdiçar no futebol. Não estou tirando o mérito do Vila Nova em absoluto, mas, num cenário geral complicado como o atual, você não pode sair na cara do gol e errar.

O clamoroso gol perdido pelo Bryan Borges no primeiro tempo é o maior exemplo. Quando você vive um momento de insegurança, cheio de problemas, sob uma pressão gigantesca e com a obrigação de reagir no campeonato, ter a chance de fazer 1 a 0 e desperdiçar é fatal. Se aquele gol acontece, a parte emocional do jogo muda por completo a favor da Macaca. E não parou por aí. Tivemos mais gols perdidos pelo próprio Bryan na etapa final e também pelo Pottker.

A verdade é que a Ponte não tem atacantes que passem tranquilidade. Falta qualidade. A diretoria contratou um monte de jogadores para o setor, mas a realidade é que você consegue aproveitar muito poucos. A parte técnica da linha de frente deixa muito a desejar.

Depois do gol que o Vila Nova acabou fazendo, a Ponte se perdeu emocionalmente. Até teve bons momentos, mas se desorganizou em vários outros. Não dá para discutir e nem tirar o mérito da vitória do Vila Nova por 1 a 0, mas que a arbitragem do tal de Afro foi um desastre completo, isso foi.

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