Guarani: “Os três pontos são importantes e justos”, analisa Valdemir Gomes

Guarani: “Os três pontos são importantes e justos”, analisa Valdemir Gomes
Foto de Raphael Silvestre/Guarani FC

Por Valdemir Gomes

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Foi um jogaço? Absolutamente não. O placar de 2 a 0 a favor do Guarani sobre o Volta Redonda, dentro do Brinco de Ouro, é fruto de um jogo tecnicamente muito fraco de ambas as partes, mas onde o Bugre teve o mérito de liquidar a fatura em apenas 17 minutos do segundo tempo.

Durante a primeira etapa, o Alviverde teve muita dificuldade de penetração. A equipe não conseguia evoluir com a bola, seja trabalhando pelas beiradas, seja tentando infiltrar pela faixa central. Foi um time travado.

Mas futebol também é leitura de cenário. Eu até acredito que o técnico Elio Sizenando pode ter dado essa exata orientação no vestiário durante o intervalo: “Olha, gente, não está sendo possível entrar tocando. Eles estão muito fechados. Vamos tentar bater de fora”.

Se ele orientou assim, deu certo. Se foi uma iniciativa exclusiva dos jogadores, deu certo também.

O time teve a perseverança e a percepção de entender que era o momento de arriscar de longe.

E a eficiência veio a jato.

Aos 10 minutos, na bobeada de saída de bola da equipe carioca, o volante Willian Farias foi esperto, estava ligado e deu o bote. A bola sobrou limpa para o Hebert, que já era o melhor jogador do Guarani em campo. Ele mandou um balaço. Golaço no ângulo para desestabilizar emocionalmente o adversário.

Apenas sete minutos depois, o Emerson Barbosa evoluiu pelo setor esquerdo, fez a diagonal por dentro e soltou um canudo cruzado, portentoso, direto na lateral da rede.

Dois chutes bem executados de fora da área e fim de papo.

O Volta Redonda, um time limitadíssimo, não teve como reagir. Para que o torcedor tenha uma ideia do que foi a partida ofensiva dos visitantes, eles não propiciaram ao bom Caíque França nenhuma defesa que chamasse a atenção. O sistema defensivo bugrino trabalhou com extrema tranquilidade.

Apesar do resultado positivo, deixo aqui uma observação que precisa ser revista pelo comandante Elio Sizenando: a utilização do Raphael como volante. Com ele ali, o time fica muito pesado, perde imaginação e o setor de criação fica sobrecarregado apenas nos ombros do João Paulo. É um detalhe tático que precisa de ajuste para a sequência do campeonato.

No fim das contas, o que importa em um torneio de regularidade e tiro curto, com 19 rodadas na primeira fase, é ganhar os jogos em casa. O Guarani somou os pontos. Não fez uma exibição de encher os olhos, mas jogou o suficiente para construir um placar clássico, insofismável e que não deixa nenhuma dúvida. Faltou maior qualidade técnica, sim, mas os três pontos são importantíssimos e absolutamente justos.

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