Guarani: a história do hino e do mascote do Bugre, aniversariante do dia

Guarani: a história do hino e do mascote do Bugre, aniversariante do dia
Foto de Ari Ferreira

O dia 2 de abril marca a comemoração de mais um ano de história do Guarani. São 115 anos de raça e tradição do Bugre Guerreiro.

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Mas, afinal, qual a origem do hino e do mascote do campeão brasileiro de 1978? O Portal CB relembra esses detalhes da identidade alviverde.

A origem do hino oficial

Em 1976, o então presidente Leonel Martins de Oliveira solicitou a criação de um hino para o clube. A missão foi entregue ao jornalista e compositor campineiro Oswaldo Guilherme.

A pedido dos dirigentes Antonio Carlos Milanês e Hermógenes de Freitas Leitão Filho, a letra seguiu algumas diretrizes: não poderia citar a cidade de Campinas, evitando o bairrismo e focando em uma torcida de dimensão nacional. Em contrapartida, expressões como “Família Bugrina”, “Brinco de Ouro” e “Guarani é mais amor” deveriam estar presentes.

Oswaldo Guilherme fez o trabalho de forma gratuita e ainda organizou a gravação. O hino foi apresentado à torcida no dia 8 de agosto de 1976, antes de um empate por 2 a 2 contra o Palmeiras, pelo Paulistão. A composição fez tanto sucesso que, no ano seguinte, venceu um concurso no Mato Grosso que elegia o hino de futebol mais belo do país.

Letra do Hino Oficial (Oswaldo Guilherme):

“Eu levo sempre comigo
Em todo campo que eu for
A bandeira do verde e branco
Símbolo do torcedor

Brinco de Ouro, a nossa taba
Construído com devoção
Nossa Família Bugrina
Tem raça e tradição.

Avante, avante meu bugre!
Com fibra e destemor!
A cada nova jornada,
Guarani é mais amor.

Avante, avante meu bugre!
Que nós vibramos por ti!
Na vitória ou na derrota,
Hoje e sempre, Guarani.”

Mascote e o orgulho de ser “Bugre”

A cultura do clube está fortemente ligada à arte local. O nome da instituição, o mascote e até os acordes iniciais do hino fazem referência à ópera “O Guarani”, do maestro campineiro Carlos Gomes.

O estádio, batizado de Brinco de Ouro da Princesa, é uma homenagem a Campinas (a “Princesa D’Oeste”) e ao formato circular de suas arquibancadas originais.

O apelido “Bugre”, no entanto, nasceu como uma provocação. Historicamente usado de forma pejorativa por colonizadores para ofender povos indígenas, o termo passou a ser utilizado por rivais no início do século passado para atacar os torcedores.

A resposta do Guarani foi abraçar a ofensa.

O clube transformou o termo em um símbolo de resistência e pertencimento, semelhante ao movimento feito pelo Palmeiras (Porco), Flamengo (Urubu), entre outros.

A torcida passou a se identificar como a tribo dos “bugrinos”, cravando definitivamente a figura do índio como o grande guardião do Brinco de Ouro.

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