O atacante Zé Roberto é uma das novas esperanças de gols da Ponte Preta na Série B do Campeonato Brasileiro. Após disputar a reta final do Paulistão pelo Mirassol, o atacante vestiu a camisa 9 nas rodadas iniciais da competição nacional e se tornou opção para João Brigatti.

Zé Roberto disputou a artilharia da Série B do ano passado justamente com Roger. O atleta marcou 14 gols e colaborou com 6 assistências vestindo a camisa do rebaixado São Bento. No entanto, o jogador não quer alimentar comparações com Roger.

“O Roger é um cara que eu gosto muito e jogamos juntos no Bahia e aqui na Ponte na primeira passagem. É um cara gente boa, tem uma história linda aqui e se tornou ídolo por tudo que fez. O futebol é feito de ciclos e o dele foi encerrado. Eu chego para fazer a minha história e nenhum vai substituir o outro em nenhum clube. Eu quero ajudar a Ponte e não estou aqui para bater o Roger”, explicou.

Zé Roberto teve uma primeira passagem pelo Moisés Lucarelli, mas sem muito espaço na época após disputar a posição com Pottker e o próprio Roger. “Eu chego na Ponte Preta mais maduro em relação ao outro momento que estive aqui. Na época tinha o William Pottker e o Roger que estavam em uma boa fase e tive até poucas oportunidades, mas agora tenho mais chances de jogo e estou feliz de estar aqui”, reafirmou.

O atacante vai brigar pela posição de centroavante com Matheus Peixoto, ex-Bragantino, mas não descartou realizar uma função diferente pelos lados ou recuado.

“O Matheus Peixoto é um jogador de excelente qualidade e vai ajudar bastante nossa equipe. Independente de como o João Brigatti escolher o posicionamento e os jogadores estaremos bem servidos no sistema ofensivo. Mas independente disso buscarei meu espaço e tenho essa facilidade de me dispor em mais de uma função. Não é nenhum problema jogar mais recuado ou aberto”, disse Zé Roberto.

Em relação ao protocolo da CBF e a quantidade de casos de atletas com Covid aumentando, Zé Roberto admitiu que fica preocupado com os deslocamentos da equipe durante a viagem, mas se sente seguro durante os jogos.

“O campo é o local que mais estamos seguros. A nossa preocupação é no aeroporto, avião e nos deslocamentos porque temos contato com mais pessoas que não estão no contato do dia a dia e não sabemos como estão se cuidando. Mas eu particularmente não tenho receio no campo porque confiamos nos protocolos e exames. Estamos lá para jogar e acabamos esquecendo o externo”, encerrou.

Foto de Álvaro Júnior/Pontepress

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