Com mais de quatro décadas dedicadas ao trabalho de preparação física no futebol, Walter Grassmann segue se modernizando e atualizando seus métodos com todas evoluções do esporte.

Atualmente no Náutico, onde está há 13 meses, Grassmann prepara a equipe para retomada do futebol após meses de paralisação das atividades por conta da pandemia do coronavírus.

“Nós temos feito um trabalho de preparação antes mesmo dos trabalhos remotos. Temos uma equipe e estamos trabalhando em conjunto para analisar todos os índices dos atletas e realizar trabalhos específicos também”, explicou ao microfone da Rádio Bandeirantes.

O trabalho online não é novidade para Grassmann. O preparador físico também trabalhou com canais nas redes sociais em outros momentos da carreira.

“Estou feliz e motivado. Aqui no Náutico, com uma situação diferenciada no Brasil, estou completando 13 meses de clube. Isso é muito difícil no nosso país. Desde que voltei da China em 2016 passei por cinco equipes e estava muito decepcionado pela falta de continuidade dos projetos. Até pensei em voltar a trabalhar fora, mas agora estou passando por uma situação muito legal em virtude do planejamento e diretoria aqui”, ressaltou.

Entre os clubes que Grassmann mais se identificou está o Guarani. Foram diversas passagens no Brinco de Ouro que fizeram o preparador desenvolver um carinho de torcedor.

“Eu tenho um carinho muito grande pelo Guarani com momentos de altos e baixos. Eu passei por uma situação muito difícil em alguns momentos de lutar contra rebaixamento, mas temos muitas vitórias emblemáticas também. Eu virei torcedor do Guarani, tenho um carinho muito grande pelo clube e ganhei até amigos da imprensa. Eu tenho saudades do clube e de quem trabalhou comigo”, continuou.

Grassmann também ficou conhecido por ser um dos profissionais de confiança de Oswaldo Alvarez. O preparador se emocionou ao falar sobre o ex-treinador que faleceu recentemente.

“Eu sempre fico emocionado em falar o nome do Vadão. A minha ficha caiu, mas ainda não consigo imaginar a minha vida sem o meu amigo e irmão. Nossa relação é além do profissionalismo e vai até o lado familiar. O Vadão sempre foi uma figura emblemática, serena e sempre me ajudou muito. Eu tenho um carinho muito grande e sempre vou guardar no meu coração”, completou.

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