A década de 80 foi uma das mais marcantes na carreira de Sócrates. Um dos mais técnicos meias da história do futebol brasileiro esteve próximo de reforçar a Ponte Preta no ano de 1985. O doutor chegou a vestir a camisa do clube, mas não dentro de campo com bola rolando. E a história não teve um desfecho positivo para Macaca por detalhes.

Um dos pilares da Seleção Brasileira, Sócrates estava insatisfeito com sua vida na Fiorentina e buscava retornar ao futebol brasileiro. Na época, após uma sugestão do jornalista Luciano do Valle, o presidente da Macaca, Luís Carlos Vachiano, realizou uma jogada ousada de marketing: uma proposta para repatriar o doutor do futebol.

Por insistência de Luciano, Sócrates acabou aceitando a proposta e a ideia de trocar Florença por Campinas. O meia chegou a dar entrevista, fazer festa com a camisa do clube e encher o torcedor de esperança, mas não entrou em campo efetivamente.

O problema ocorreu com a empresa Luqui, responsável pelo aporte financeiro para contratação, que não cumpriu os compromissos com a Fiorentina e o jogador teve que voltar para Itália. A história teve um peso negativo para o presidente Luis Carlos Vachiano. O dirigente perdeu apoio político e acabou renunciando pouco tempo depois.

A ideia da Macaca chamou atenção de outros clubes com mais poder financeiro e meses depois foi a vez do Flamengo realizar proposta por Sócrates, mas com êxito nas negociações. Ao time campineiro coube apostar as fichas no irmão mais novo do doutor, o promissor Raí, que já chamava atenção no Botafogo em Ribeirão Preto. O ídolo do São Paulo, entretanto, não conseguiu desempenhar seu futebol em Campinas e foi atrapalhado por lesões. Anos depois, na capital, ficou conhecido como “Terror do Morumbi” por atuações memoráveis no São Paulo.

Reportagem de Júlio Nascimento

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