A negociação entre Guarani e Corinthians por Matheus Davó voltou a ser tema fora dos gramados.

O imbróglio judicial se iniciou em março quando a empresa RDRN Participações cobrou uma dívida de R$ 35 mil do Bugre e solicitou a documentação da venda de Davó garantindo que o processo não foi feito de forma legítima.

Na semana passada, o juiz Francisco José Blanco Magdalena, da 9ª Vara Cível de Campinas, decidiu por tornar a compra de Davó pelo Corinthians ineficaz por comprovação de fraude no processo.

Uma das alegações é que o empresário de Davó teria pago R$ 400 mil para rescisão contratual. Mas segundo o documento o depósito foi realizado na empresa Sócio Campeão GFC Serviços Administrativos que tem como proprietário um conselheiro do clube.

O pagamento da “rescisão” desse atleta não se deu em conta mantida pelo Guarani, mas em conta pertencente à empresa “Sócio Campeão GFC Serviços Aministrativos Eireli”, fato bastante incomum e curioso, mesmo porque tal empresa não pode receber valores oriundos da negociação de atletas, por vedação técnica da CBF, cuja intenção, ao que parece, foi desviar o dinheiro para evitar a prestação de contas perante o Conselho Fiscal e Deliberativo do clube“, cita a sentença.

Ainda de acordo com a sentença, a liberação do atacante foi realizada pelo ex-presidente bugrino Palmeron Mendes Filho, mas quando ele não ocupava a cadeira presidencial do Conselho de Administração.

O Guarani foi irregularmente representado no termo de compromisso firmado com aquele atleta, visto que o presidente “Palmeron Mendes Filho” estava afastado de seu cargo e de suas funções desde o dia 26 de agosto de 2019“, relatou Magdalena.

O juiz ainda cita no documento que o Corinthians se pronunciou para Justiça alegando que realizou a assinatura do contrato do atleta após o período de notificação das penhoras, optou por assumir o risco do negócio e não participou do processo de rescisão com o clube campineiro.

O caso foi oficiado à Receita Federal e Secretaria da Fazenda Estadual por transferência de atleta com pagamento dos valores em conta de terceiros e os clubes investigado pelo Ministério Público como sinal de transação ilícita.

Em resposta via assessoria, o jurídico do Guarani informou que ainda não foi notificado sobre a decisão e somente poderá se manifestar nos autos do processo.

O Conselho de Administração destaca porém que todos os demais Órgãos internos (Conselhos Deliberativo e Fiscal) acompanham o processo cumprindo todo o rito estatutário.

Reportagem de Júlio Nascimento | Foto de Daniel Augusto/Ag Corinthians

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