Vadão deixa o comando técnico do Guarani

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Em 5 meses de trabalho, Vadão teve 50% de aproveitamento no comando do Guarani

A diretoria do Guarani decidiu interromper o trabalho de Oswaldo Alvarez no Guarani. Uma reunião realizada na casa do presidente Palmeron Mendes Filho juntamente com os membros do Conselho de Administração selou o fim da trajetória de Vadão no Bugre.

Em pouco mais de cinco meses no Brinco de Ouro, Vadão teve 50% de aproveitamento. Na série B, ele deixou o Bugre na oitava colocação, a seis pontos do G-4 e com 47% de aproveitamento. O fator determinante para a saída do treinador foi o desempenho nos jogos finais que comandou o time. Nos últimos 9 jogos, a equipe só venceu um. “Em qualquer outro lugar do Brasil, o treinador já seria demitido com 3 ou 4 derrotas, mas como era o Vadão, ficou por mais tempo… não sabemos se vai dar certo, mas tínhamos que fazer alguma coisa para tentar mudar”, disse Assis Eurípedes, vice-presidente do clube em entrevista coletiva na manhã desta terça.

Antes do vice-presidente se pronunciar, Vadão recebeu jornalistas em sua casa para falar sobre a saída do Guarani. “Faltou respeito. Eu estava em Monte Azul num evento de inauguração de uma praça que leva o nome do meu pai. Não falaram comigo e eu fiquei sabendo pela imprensa que estava fora”. Vadão considerou natural a sua saída do comando do Bugre, mas, além de afirmar a falta de respeito com que trataram da sua demissão, o treinador disse que não se sentia confortável com a atual diretoria e que tinha mais afinidade com o antigo presidente, Horley Senna.

O vice-presidente do Guarani disse que a diretoria tentou ligar para Vadão para informar o seu desligamento e não obteve suscesso. Além disso, Assis nega que haviam divergências entre a atual diretoria e a comissão técnica.

Na mesma noite em que decidiu pela demissão de Vadão, os cartolas bugrinos entraram em contato com o técnico Marcelo Cabo, que será apresentado na tarde desta terça no Brinco de Ouro.