O presidente Sebastião Arcanjo está nos seus últimos dias no comando da diretoria executiva da Ponte Preta.

Antes de passar o bastão para um dos integrantes da chapa MRP, vencedora das eleições, Tiãozinho concedeu entrevista ao portal Só Dérbi e avaliou sua gestão.

“É preciso antes de tudo entender o contexto que a Ponte Preta estava quando assumimos o clube. Foi um afastamento do presidente Abdalla e precisávamos em pouco tempo reorganizar a equipe. Em 2020 havia um cenário de acesso e isso quase se concretizou faltando apenas quatro pontos. Em 2021 passamos por um processo de reformulação por conta da restrição financeira e tivemos que sobreviver no inferno. Apostamos muito no trabalho que vinha sendo desenvolvido nas categorias de base, tentamos dar sequência a uma única metodologia e modelo de jogo, mas as situações não se desenvolveram como esperávamos. Fizemos aquilo que estávamos no nosso alcance e não queríamos encerrar essa passagem brigando para não cair”, explicou.

O presidente pontepretano bateu muito na tecla sobre as dificuldades financeiras e admitiu que a montagem do elenco para a Série B foi realizada de forma apressada por conta de dívidas na Fifa.

“Foram duas dívidas na Fifa que chegaram a quase R$ 1,2 milhão se fossem somadas. Isso representa mais que uma folha salarial do nosso time. Por conta dessa situação tivemos que antecipar contratações por conta do risco de veto a contratações ou até perder pontos. Esses processos, além da eliminação precoce na Copa do Brasil, acabaram atrapalhando nosso planejamento. Mas isso não é justificativa para nossa campanha que ficou muito abaixo da expectativa. Entregamos muito pouco”, ressaltou o dirigente.

Perguntado sobre a pouca aparição no último ano, Tiãozinho explicou que foi uma opção particular. “Eu tenho sensibilidade política e faço essa leitura sobre o ambiente. Eu senti em muitos momentos que estava pisando em areia movediça. Muitos integrantes da imprensa que me atacavam apareçam apoiando chapas nas eleições. Então senti que em muitos momentos faltava ética e por esse motivo optei por me afastar dos microfones em alguns momentos”, comentou o dirigente.

Foto de Diego Almeida/Pontepress

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