Tiãozinho defende trabalho de Kleina e comenta planejamento para 2020

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Foto: Thiago Toledo - Assessoria Ponte Preta

No dia em que muitas cidades brasileiras comemoram o Dia da Consciência Negra, o único presidente negro entre os 40 clubes das Séries A e B do Brasileiro, Sebastião Arcanjo, da Ponte Preta, concedeu entrevista à Rádio Bandeirantes, lembrou da data histórica e falou com orgulho do momento diretivo que vive à frente de um dos clubes que mais viveram a democracia racial no país. “A gente tem um desafio enorme que é a luta contra o racismo no Brasil. Diria que é uma luta no mundo (…) A história na Ponte Preta é oposta a este momento que estamos atravessando. e isto está dando repercussão, as pessoas estão perguntando como estamos fazendo para combater todas as formas de racismo”, disse Tiãozinho.

O planejamento para 2020 e a crise técnica vivida pelo time dentro de campo também foram pauta da entrevista. Para Tiãozinho, Gilson Kleina não é o culpado pela falta de vitórias da equipe: “eu não acho correto responsabilizar o Gilson por todos os problemas e equívocos que foram cometidos”.

O presidente reconheceu que a diretoria optou por outros projetos em 2019 e deixou de lado a melhora na estrutura do clube, ou a montagem de um melhor elenco. “A ideia nossa é montar um time competitivo (…) Se tem alguma responsabilidade no resultado que a Ponte não atingiu dentro de campo, esta responsabilidade cabe a diretoria da Ponte Preta.”

Sebastião Arcanjo fugiu da pergunta sobre quantos atletas do atual elenco interessam e podem permanecer no clube. “A montagem do time vai passar por um diálogo forte com o Gustavo Bueno e o Gilson Kleina, mas nós vamos constituir uma comissão que vai analisar cada nome, contratação, vamos fazer isso de uma forma mais coletiva.”

Mas o mandatário se mostrou otimista com os primeiros meses de 2020: “nós temos condições e orçamento para disputar uma equipe competitiva no campeonato paulista e brigar por boas posições na fase final do campeonato”.

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