Sérgio Guedes é um dos expoentes nomes da história da Ponte Preta tanto na condição de jogador como técnico. Hoje, aos 57 anos, o ex-goleiro mora na Baixada Santista e está aguardando o retorno da Série A2 do Paulistão para continuar lutando pelo acesso com a Portuguesa Santista.

“Nós estávamos realizando uma boa campanha na Série A2 e ocupando o terceiro lugar. Mas a nossa saúde é a prioridade neste momento e estou aqui em casa seguindo todas orientações e esperando o momento dessa crise passar”, disse em entrevista ao programa Os Donos da Bola.

Sérgio Guedes foi convidado por Carlos Batista para reviver momentos da campanha de 2008 e assistiu a grande atuação de Aranha na vitória contra o Guaratinguetá.

“Foi um jogo muito tenso não apenas dentro de campo, mas também com confusão nas arquibancadas. Nós vencemos o primeiro jogo com o gol do Eduardo Arroz, mas ele também acabou sendo expulso no começo do segundo tempo na partida de volta e tornou tudo dramático. Mas tivemos a felicidade de vencer como coletivo e minha alteração acabou funcionando”, ressaltou Sérgio Guedes.

A alteração citada pelo treinador foi a de Wanderley. A Macaca, com um jogador a menos desde o primeiro tempo, empatava com o Guaratinguetá. Guedes optou pela entrada do atacante que minutos depois acabou marcando o gol da vitória e classificação para a final do Paulistão.

“Foi uma grande atuação do coletivo. E também uma das melhores partidas do Aranha. Nossa equipe funcionava com união, dedicação e trabalho. Tive a oportunidade de trabalhar com garotos que depois explodiram. Aranha, Elias, Renato Cajá e tantos outros”, comentou.

Na final, após empate no Majestoso, a Ponte acabou sendo goleada no Palestra Itália e ficou com o vice-campeonato. “É difícil falar em erros e escolhas. Essa questão da escalação do César que estava machucado foi algo muito discutido. Mas outro grande problema foi o aliciamento dos empresários, alguns do próprio Palmeiras, às vésperas do jogo. Isso mexeu com o emocional do grupo”, reiterou.

Sérgio Guedes também foi questionado se ficou chateado pelo modo como saiu do Moisés Lucareli na segunda passagem em 2010. “Eu sou muito grato por tudo que vivenciei dentro da Ponte Preta. Eu tenho grandes recordações e um carinho muito grande por esse time. Mas acredito que nessa última passagem paguei por alguém não gostar de mim lá dentro. Não sei quem é, mas infelizmente alguém não gostava de mim”, encerrou.

Comente com seu Facebook