Saiba por que o gol da Ponte no dérbi 194 era previsível

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O gol de Matheus Vargas no dérbi 194 parece falha de atenção do sistema defensivo do Guarani só se não examinarmos os números da Ponte Preta ao longo do campeonato. O time de Jorginho cruza em média 22 bolas por partida, sendo que 60% desse número são jogadas rasteiras na diagonal.

ESPEL ELEVADORES

São duas jogadas executadas com regularidade na Macaca. O cruzamento na segunda trave buscando o cabeceio de Roger ou a bola atravessada para quem vem de trás – geralmente Matheus Vargas.

O gol contra o Guarani não foi o primeiro do camisa 10 nesta característica. Na 9ª rodada da Série B, diante do Oeste, Vargas recebeu na mesma posição após jogada de Arnaldo pela direita e marcou um dos gols da vitória pontepretana. O gol marcado contra o Botafogo no Paulistão também foi da marca do pênalti.

“O Matheus Vargas é um jogador com um passe refinado e ele tem uma finalização que pode nos ajudar em muitos momentos. É um atleta clássico e que consegue realizar uma transição da defesa para o ataque com muita facilidade. Nós sempre pedimos para ele ficar nesse posicionamento na marca do pênalti porque sabemos que é uma posição que ele pode ajudar”, explicou Jorginho.

O posicionamento de Vargas na marca do pênalti ficou evidente no último jogo que o atleta esteve em campo pela Macaca. Na partida contra o América, antes de ser expulso, ele finalizou duas vezes contra a meta do time mineiro após cruzamentos rasteiros de linha de fundo.

Outra jogada ensaiada pela comissão técnica da Ponte Preta é o lateral de Diego Renan. Desde que se tornou titular na vaga do lesionado Arnaldo, o atleta tem iniciado jogadas de fundo com Marquinhos, Camilo, Roger e o próprio Vargas para surpreender a defesa dos times adversários.

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