Revelado pelo Guarani, zagueiro recomeça no futebol catarinense e sai em defesa de Passarelli: ‘Precisa valorizar’

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Foto: Arquivo pessoal

por júlio nascimento

ESPEL ELEVADORES

O zagueiro Léo Rigo, de 23 anos, estará em campo nesta quarta-feira, em Blumenau, na primeira final da Série B do Catarinense entre Marcílio Dias e Metropolitano. Após seis anos de Brinco de Ouro e uma rápida passagem pelo Água Santa, Rigo encontrou a primeira boa sequência como profissional no Marinheiro e fez parte da campanha de acesso da equipe, além de estar na iminência do primeiro título da carreira.

No ano passado, seu último como atleta do Bugre, foram apenas três oportunidades no elenco profissional. Atuou na 20ª rodada, ainda com Vadão, por 90 minutos na derrota para o Brasil de Pelotas e depois voltou a ser utilizado por Marcelo Cabo contra Paraná e Paysandu. Com tantas mudanças de técnicos em 2017 não agradou Lisca e foi para o fim da fila e acabou por deixar o clube após o término do contrato.

Canhoto, Léo Rigo se destacou no sub-20 do Guarani atuando como zagueiro e lateral-esquerdo. Promovido na geração de Passarelli, João Vitor e outros, atuou em 13 jogos como profissional do Bugre e marcou um gol. Foram três partidas em 2017, quatro em 2016, cinco em 2015 e um único jogo em 2014. Já são 16 jogos consecutivos atuando como profissional no Marcílio Dias – recorde da carreira.

Léo Rigo atendeu a reportagem do Portal CB para falar sobre o momento da carreira e os tempos de Brinco de Ouro. Confira.

Após seis anos de Guarani, você deixou o Brinco de Ouro e está no segundo clube da temporada. Qual sua avaliação sobre seu 2018 até o momento?
Eu cheguei no Água Santa no início do ano e infelizmente me machuquei no terceiro treino, mas me recuperei e tive a oportunidade de jogar. Foram oito jogos com boas atuações, mas o time não encaixou. Minha avaliação individual é positiva. Depois apareceu a oportunidade no Marcílio Dias com objetivo de subir o time para a primeira divisão no ano do centenário e conseguimos. Graças a Deus estou conseguindo ter essa sequência.

Foto: Marcílio Dias

É a maior sequência de jogos como titular na sua carreira?
Sim, com certeza. Essa sequência foi o que eu busquei em toda minha carreira e não tive no Guarani. Consegui no Água Santa e seria maior se não fosse pela lesão, mas isso faz parte da vida do jogador e consegui superar. Essa sequência de 16 jogos no Marcílio me ajudou a evoluir dentro e fora de campo. Sigo na minha luta para ser um atleta de alto nível.

Ainda auxiliar, o Umberto Louzer fazia muitos elogios para você no ano passado, mas o Guarani sofreu muito com as constantes trocas de técnicos. Isso prejudicou sua vida no Brinco de Ouro?
Eu fui jogar contra o Guarani na Série A2 pelo Água Santa e disse ao Umberto: “quando você assume, eu vou embora”. Ele me disse que são coisas que fazem parte do futebol e para eu seguir meu trabalho. O Umberto acompanhava meu trabalho, via minha dedicação e minhas atividades pós-treino. Recebi chance com o Vadão contra o Brasil de Pelotas, fora de casa, fui bem, mas no outro jogo já não estava mais. Com o Cabo joguei mal contra Paraná, mas também não recebi sequência. Ter uma continuidade era importante pra mim, não tive, mas tudo me serviu como lição e aprendizado.

Você ficou com alguma mágoa pelo tratamento que teve no Guarani? Pretende voltar no futuro?
Não, nenhuma. Não guardo mágoas do Guarani. Foi o time que serviu para meu crescimento como homem. Cheguei a ter 16 meses de salários atrasados, inúmeras dificuldades e sempre enfrentei. Se você fica em um lugar com tantos problemas e tantos meses de atraso nos salários é porque você gosta dali. Eu tinha um sonho de ser vendido, deixar dinheiro para o clube, mas nem tudo está no nosso controle. Se um dia tiver a oportunidade de voltar com certeza aceitarei.

Você jogou uma Copa São Paulo com Passarelli e outros jogadores da base. Por que é difícil uma prata da casa ter oportunidade no Guarani? 
Eu apoio todos meninos que sobem da base do Guarani. Eu tenho uma amizade com o Passarelli, joguei a Copa São Paulo com ele e sei que é um menino sério e dedicado. Porém, quantas vezes eu ouvi dos atletas mais experientes que “pratas da casa não tem valor”.  E na maioria dos clubes acontece isso. Clubes que valorizam a base, como São Paulo e Santos, têm vantagem. Eu apoio Passarelli, Bruninho e todos os meninos do Guarani. Precisa valorizar.

Você está acompanhando o Guarani na Série B? Acredita no acesso?
Eu acompanho sim. Eu amo futebol e assisto todas divisões. Como eu fiquei seis anos no clube, criei uma amizade verdadeiro e torço pelo sucesso do Guarani. Acompanhei os jogos contra o Sampaio Corrêa e Atlético-GO e agora tem o tão importante Dérbi. Torço pelo clube e pelos meus amigos.

Você conheceu a dimensão do dérbi na base do Guarani?
Sim, eu tive essa oportunidade. Joguei três dérbis contra a Ponte Preta. Ganhei de 1×0, perdi de 3×2 e o último ganhamos de 4×0. E o nome diz tudo. Dérbi é bom para cidade e para os dois clubes. Tirando a violência, que infelizmente acontece, o restante da rivalidade é muito bom. Espero ter a oportunidade de jogar um dia como profissional.

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