Por Carlos Batista

Felipe Conceição assumiu o comando técnico do Guarani e ao invés de ficar reclamando das dificuldades ao contrário arregaçou as mangas e foi a luta.

Ele poderia dizer que o time precisava de reforços, que o elenco é curto. Poderia ter lamentado as inúmeras contusões. Nada disso. Achou solucões e caminhos alternativos. Reposicionou o time em campo utilizando os mesmo jogadores que vinham colecionando fracassos e conquistou com méritos 10 dos 12 pontos disputados.


Deu confiança ao elenco e promoveu a entrada, no time titular, de alguns jogadores que estavam a margem do processo: Bruno Silva e Renanzinho. Recuperou outros como Crispim e Arthur Rezende.

A mudança de atitude foi o principal. Felipe Conceição fortaleceu o grupo mentalmente e, com dois jogos mostrou que era possível mudar a atitude e pôr em campo o espírito guerreiro que o Guarani precisava.

Ensinou que nem sempre é possível jogar bem tecnicamente, mas tem sempre que lutar e ser competitivo, ter raça e determinação, correr até o final da partidas. Ainda oscila entre bons e maus momentos, mas não desiste nunca. A vitória contra o Avaí deu para ver bem isso. Jogadores extenuados e mesmo assim, correndo e marcando saída de bola.

Felipe Conceição natural de Nova Friburgo foi revelado pelo Botafogo do Rio de Janeiro no fim da década de 1990. Centroavante habilidoso tido como uma das maiores revelações do clube. Foi bi-campeão estadual de juniores, título que o Botafogo não conquistava há 19 anos. Subiu ao profissional em julho de 1998, já com destaque, em 1999 foi convocado pela Seleção Brasileira Sub-20 onde atuou com Ronaldinho Gaúcho, entre outros.

O melhor momento do Felipe Conceição foi no torneio Rio-São Paulo quando jogou ao lado do Dodô.