Ansioso, mas respeitando o tempo certo. O presidente do Santo André, Sidney Riquetto, tem tido grande tarefa de administrar a situação do clube em meio a pandemia do novo coronavírus.

O dirigente perdeu a maior parte do elenco que liderava o Paulistão sob comando de Paulo Roberto Santos, além do estádio em Santo André, que agora serve como hospital de campanha na região.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o dirigente do Ramalhão atualizou a situação da sua equipe e como tem projetado o futuro pensando na retomada da competição estadual.

Existe alguma previsão de retorno do Paulistão?
Nós estamos acompanhando todas as demandas que a FPF tem feito junto ao Governo de SP e órgãos de saúde para pensar na retomada do Campeonato Paulista. Foi criado um protocolo para preservar a saúde de todos e estamos aguardando que a pandemia seja amenizada para retornar nas rodadas restantes.

Há possibilidade do Paulistão voltar nos moldes do Rio Grande do Sul: entre julho e agosto, mas sem rebaixamento?
Com base nas últimas reuniões a competição será retomada com a manutenção do regulamento. Não sei se será viável pelo prazo para conclusão do Paulistão porque ainda não há uma previsão de quando vai voltar. Mas acredito que o rebaixamento será mantido.

Como está a situação contratual com os jogadores?
Nós estamos negociando com os jogadores. Dos 25 inscritos perdemos durante abril e maio 21 destes jogadores. Já conseguimos realizar um pré-acordo com 12 jogadores. Em relação ao time titular temos nove atletas comprometidos a retornarem ao clube. Tudo pode mudar dependendo do tempo que o Paulistão vai demorar para voltar. Mas a situação atual é de solidariedade dos atletas e união neste momento complicado.

O Santo André ainda espera pelo pagamento das cotas da televisão?
Sim, nós ainda contamos com as cotas da televisão porque infelizmente era nossa maior e quase única receita. Temos um patrocínio máster bom, mas a principal fonte de renda é o pagamento das cotas. Recebemos um adiantamento de 10% em relação ao que deveria ter sido pago em abril e há uma proposta para um novo pagamento quando o pagamento retornar.

Com o estádio comprometido na campanha de combate ao coronavírus, onde o Santo André mandará seus jogos na volta do Paulistão?
É uma situação que eu vejo com muita preocupação. O gramado do Bruno José Daniel está comprometido porque é municipal e a prefeitura está correta em priorizar a saúde. Mas o gramado simplesmente deixou de existir. Oficializada a retomada nós temos algumas opções e seguiremos na região do grande ABC ou na capital. Não vemos isso como um problema.

O senhor acredita que situações pandêmicas serão incluídas no regulamento do Paulistão a partir de 2021?
É algo tão terrível e inesperado que pelas próprias circustâncias de como ocorreu deve passar a ser considerado algo emergencial e previsíveis no regulamento futuro. Alguma coisa precisará ser prevista daqui para frente. Aconteceu, precisamos aprender e estamos sujeitos a outros tipos de situação

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