Presidente do Guarani reconhece que problemas políticos afetam o futebol do clube

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Foto: Guarani FC

O presidente do Guarani, Palmeron Mendes Filho, falou com exclusividade ao programa Esporte Notícia da Rádio Bandeirantes de Campinas e reconheceu as dificuldades para conseguir recursos e montar um time forte para a disputa da Série B e disse que as questões políticas e o crescimento da oposição nos últimos meses têm atrapalhado o trabalho o Conselho de Administração.

ESPEL ELEVADORES

Com relação ao planejamento financeiro para a disputa da Série B, Palmeron prevê que ao longo do Brasileiro, o time vai fazer mais investimentos. “Na parada da Copa América, queremos reforçar mais o time e depois na virada de turno o Guarani deve se reforçar mais um pouco, finalizando antes das 10 últimas rodadas. O orçamento para a Série B é superior ao orçamento do campeonato Paulista, mas será feito gradativamente”. Mas Palmeron reconheceu que o orçamento do segundo semestre ficou comprometido por conta da eliminação precoce na Copa do Brasil e da verba de 350 mil reais debitados pela Magnum e que fica comprometido por passar pela Justiça do Trabalho antes de chegar ao time.

Negou que as ações trabalhistas voltaram a crescer. “O que está circulando é uma certidão positiva da justiça do trabalho que contém cerca de 80 ações, mas a gente quer tranquilizar a coletividade bugrina que cerca de 80% destas ações que constam nesta certidão já foram pagas.” (…)”Hoje, o passivo trabalhista do guarani está na casa de 9 milhões. Nós consideramos isto considerável, mesmo porque nós já temos na justiça do trabalho um montante que já foi penhorado”.

Palmeron classificou o afastamento da Magnum do futebol do Guarani como “meia verdade”. “O Roberto Graziano entende, e nós entendemos da mesma maneira, que para uma cogestão envolva 15 anos para que ela dê certo, todos os núcleos do Guarani precisam estar remando para o mesmo lado. Não dá pra iniciar um projeto de cogestão com a amplitude que nós queremos dar tendo um grupo dentro do Guarani remando contra. A parte política do Guarani é sempre efervescente e nas últimas conversa com Roberto (Graziano) já sinaliza a possibilidade de aguardar por mais um período a cogestão porque ele entende que não há uma harmonia política ideal … não quer dizer que o Roberto esteja se afastando do futebol do Guarani”.

O presidente atribui os problemas atuais financeiros para montar um bom elenco ao ambiente político do clube. “Tem um grupo político que começa com inverdades, barulho, algazarras, ameaças e logicamente que isto afasta o investidor”. Além disso, o mandatário reconheceu a tentativa de se aproximar da oposição, como uma espécie de trégua. “Sempre por parte deles existe uma resistência e existe a certeza absoluto de que eles são maioria … eu faço aqui, em nome da coletividade bugrina, um apelo público para que este grupo sente conosco e para que juntos a gente consiga achar um denominador em favor do Guarani e da instabilidade política”.

Para finalizar a entrevista, o presidente reconheceu que o clube ainda não chegou a um acordo com o técnico Osmar Loss e o Guarani segue pagando uma parte do salário do profissional. “O contrato fala que o Guarani tem que pagar o salário integral até o término do Paulista. Depois, a questão da multa, aí sim é que nós precisamos analisar. O Guarani tem uma tese jurídica, o Osmar Loss tem outra mas ele, ao se empregar, resolve tudo isso.”

 

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