Presidente do Conselho do Guarani acredita que processo de cogestão interferiu nos resultados ruins na Série B

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O presidente do Conselho Deliberativo do Guarani, Edinho Torres, afirmou, em entrevista à Rádio Bandeirantes que o baixo rendimento do time na reta final da Série B pode estar ligado à tentativa da diretoria em acelerar o processo de co-gestão no departamento de futebol.

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Torres concedeu entrevista para explicar o andamento da co-gestão. O clube vai realizar duas reuniões para que os associados possam analisar as duas propostas: dia 30 de outubro serão apresentadas as intenções da Magnum/Asa e dia 31 será a vez do grupo liderado por Traffic, Elenko Nenê Zini.

A ideia é que no final da Série B, no final de novembro, seja marcada uma assembléia definitiva em que os associados poderão escolher a melhor proposta, ou decidir por manter o atual sistema sem a co-gestão.

As reuniões para discutir o processo de co-gestão deveriam ter acontecido no início de agosto. No entanto, a falta de detalhes das propostas atrasou o processo. Só agora, o conselho deliberativo entendeu que os dois grupos interessados estão propondo co-gestão e não uma terceirização, que nem poderia entrar em votação. O que significa uma maior autonomia do clube, mesmo com outras empresas na gestão.

O presidente do conselho deliberativo Edinho Torres reconheceu que foi um péssimo momento discutir o processo de co-gestão com a Série B em andamento e o clube com reais chances de acesso naquele momento. Na visão dele, são dezenas de pessoas envolvidas com o time e que estão de algum dos lados (das empresas) e que podem ter influência indiretamente nas questões.

No entanto, agora é necessário convocar as assembléias para que haja tempo hábil da votação das propostas ocorrer no final de novembro e o novo grupo que assumir o departamento de futebol tenha tempo para trabalhar com o novo elenco para a disputa do Paulistão e Copa do Brasil 2019.

Edinho Torres também falou que os problemas dentro de campo do time podem ser reflexo das discussões acerca da co-gestão e envolvendo os grupos rivais. Ele também aproveitou a entrevista para comentar o planejamento do futebol na Série B: “o Guarani é o clube dentro da Série B que tem mais atletas, a gente tem uma comissão técnica gigante.” Na opinião dele, o Guarani tinha condições de subir, até pelo nível apresentado na competição nacional. Mas reconhece que o time conquistou os principais objetivos do ano (acesso no Paulista, vaga na Copa do Brasil e manutenção na Série B).

Uma das principais críticas do presidente do conselho deliberativo está sobre o alto número de jogadores no elenco. “O Guarani tem jogadores que não têm condições de jogar no Guarani. Tem jogadores como Edson Silva, Pará, Caíque, Erik, Marcílio que não deveriam mais estar no elenco”. Além disso, outros atletas, na opinião dele, caíram de rendimento, como Longuine, Rondinelly e William Oliveira.

Edinho Torres defendeu o trabalho do técnico Umberto Louzer, também deixou no ar que o treinador pode ter tido interferência externa para o trabalho.

Ouça, a seguir, a íntegra da entrevista de Edinho Torres, presidente do conselho deliberativo do Guarani, à RB 1170.

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