O presidente da Ponte Preta, Sebastião Arcanjo, atendeu a imprensa para tratar a retomada do Campeonato Paulista. No próximo dia 22, ainda em local indefinido, a Macaca voltará a disputar o Estadual e encara o Novorizontino precisando da vitória.

Apesar de ocupar a última colocação do Paulistão com sete pontos, a Ponte Preta ainda tem três cenários distintos para as duas rodadas finais: rebaixamento, permanência ou classificação para as quartas de final. O Água Santa e o Oeste, ambos com 10 pontos, são os concorrentes no grupo.

“Vamos lutar muito por essas duas partidas para brigar contra o rebaixamento, mas nós queremos mais e ainda vamos buscar a classificação nesses dois últimos jogos”, disse Tiãozinho em videoconferência com os jornalistas.

Criticado por parte dos torcedores por não ter interpelado o presidente da Federação Paulista de Futebol no Conselho Arbitral sobre rebaixamento, o dirigente da Macaca explicou que não houve votação para anular o descenso e que as contratações realizadas não foram apenas para o Paulistão.

“O presidente Reinaldo Carneiro Bastos explicou que não entraríamos em discussão sobre o regulamento, mas sim a possibilidade de nova inscrição com todas alterações no calendário. A Ponte Preta faz um planejamento olhando o Paulista e sua conclusão, mas também a Série B e a Copa do Brasil. Não contratamos apenas pensando no Paulistão, mas um calendário como um todo e infelizmente não houve abertura para inscrição de outros jogadores”, completou.

A Macaca ainda segue sem saber se poderá mandar seu jogo em Campinas. Segundo o protocolo médico da FPF e determinação do Governo Dória apenas cidades na fase amarela poderão abrigar as partidas.

“Eu expliquei ao presidente da FPF sobre a situação de Campinas. Na prática temos apenas cinco clubes que podem exercer o direito de mando: os times da capital e o Água Santa. Só estes estão na fase amarela. Até o início do Paulistão é pouco provável que a Ponte consiga jogar em Campinas. Estamos orientando nossa comissão técnica e ainda buscamos uma solução. Muitos clubes foram solidários em ceder a estrutura para treinamento. O grande problema é que na última rodadas os jogos precisariam ser no mesmo horário e não há local disponível para isso. Precisaremos continuar negociando isso com a Federação”, reiterou.

Segundo Tiãozinho, o departamento de futebol segue no mercado e não vai parar nas oito contratações. A equipe ainda busca reforços para o sistema defensivo (cogita-se mais um nome para a lateral-direita) e um atacante para sobrepor a saída de Felipe Saraiva.

“A Ponte Preta ainda tem carências e necessidades que todos conhecem. Nosso time apresentou problemas e deficiências em alguns setores e vamos buscar corrigir isso. Acreditamos que o nosso meio de campo acabou se qualificando, mas ainda vamos buscar jogadores para a defesa e ataque. Até o dia 21 iremos continuar buscando reforços”, completou.

Em relação aos salários, após acerto do mês de junho, Sebastião Arcanjo reiterou que o clube passou por dificuldades durante a pandemia, precisou realizar reajustes e está satisfeito por cumprir os principais compromissos.

“Não é apenas a Ponte Preta, não apenas no futebol, mas todas atividades econômicas foram afetadas pela pandemia. Eu diria até que por uma razão profissional eu acompanhei a situação financeira do Brasil e conseguimos antecipar algumas questões. A Ponte aproveitou todas janelas de oportunidade e gostaria de cumprimentar todos os profissionais envolvidos que conseguiram renegociar passivos trabalhistas, além de aproveitar medidas provisórias e manter as contas em dia. Estamos há 120 dias sem receita e conseguimos atravessar esse deserto e chegar inteiro neste momento”, encerrou.

Reportagem de Júlio Nascimento | Foto de Pontepress

Comente com seu Facebook