Por briga contra o Paraná, Ponte será julgada pelo STJD na terça e pode perder mandos

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Foto: Felipe Dalke

O STJD aceitou a denúncia e julgará Ponte Preta e Paraná pela confusão nas arquibancadas no confronto entre as equipes na quinta rodada da Série B no Moisés Lucarelli. O julgamento está agendado para a próxima terça-feira, a partir das 10h, no Rio de Janeiro. O ato foi denunciado pela Procuradoria da Justiça Desportiva que “reforçou a falta de repressão e prevenção pelos clubes denunciados”.

ESPEL ELEVADORES

A Macaca foi denunciada no artigo 213, inciso I do CBJD – “deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto”. A pena pode ser a multa entre R$ 100 a R$ 100 mil e a eventual perda do mando de campo de uma a dez partidas para competições regidas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Os clubes também serão julgados no artigo 206 por atrasarem o reinício do jogo já que a confusão ocorreu no intervalo.

As duas torcidas estavam se provocando no apito final do primeiro tempo quando parte dos torcedores que estavam no setor das organizadas abriu um dos portões da divisória para torcida visitante. Sem a presença de soldados da Polícia Militar, torcedores do Paraná também forçaram o outro portão de separação e iniciaram a briga. A confusão foi cessada apenas com a chegada da PM, mas relatada na súmula do árbitro.

Confira o que diz o artigo 213 do CBJD

Art. 213. Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir: (Redação dada pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

I – desordens em sua praça de desporto; (AC).
II – invasão do campo ou local da disputa do evento desportivo; (AC).
III – lançamento de objetos no campo ou local da disputa do evento desportivo. (AC).
PENA: multa, de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais). (NR).

§ 1º Quando a desordem, invasão ou lançamento de objeto for de elevada gravidade ou causar prejuízo ao andamento do evento desportivo, a entidade de prática poderá ser punida com a perda do mando de campo de uma a dez partidas, provas ou equivalentes, quando participante da competição oficial. (NR).

§ 2º Caso a desordem, invasão ou lançamento de objeto seja feito pela torcida da entidade adversária, tanto a entidade mandante como a entidade adversária serão puníveis, mas somente quando comprovado que também contribuíram para o fato.

§ 3º A comprovação da identificação e detenção dos autores da desordem, invasão ou lançamento de objetos, com apresentação à autoridade policial competente e registro de boletim de ocorrência contemporâneo ao evento, exime a entidade de responsabilidade, sendo também admissíveis outros meios de prova suficientes para demonstrar a inexistência de responsabilidade. (NR).

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