Ponte vai ter que superar todas as expectativas pra seguir na Série A em 2018

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Vencer os dois jogos que restam no Majestoso não será suficiente para Ponte escapar do descenso

O técnico Eduardo Baptista está há pouco mais de um mês e meio no comando da Ponte Preta. Durante este período, o treinador, considerado pela diretoria nome ideal para comandar o time na reta fina da temporada, viu a Macaca entrar na zona de rebaixamento pela primeira vez no campeonato e cair de rendimento até nos jogos dentro de casa, fato que fez o time ficar ainda mais próximo da série B.

É certo que, também durante este período, o comandante praticamente não pode contar com um dos principais jogadores do elenco, Renato Cajá. E que em todas as partidas o treinador não conseguiu repetir a escalação. No entanto, as alternativas e convicções implantadas pelo treinador desde a sua chegada não renderam o esperado.

O volante Fernando Bob, por exemplo, desde que voltou de lesão no final de agosto, não conseguiu fazer boas apresentação com a camisa alvinegra. Em pouco mais de dois meses, foram duas expulsões e agora o jogador vive a expectativa de ter que cumprir punição que o deixaria fora da Ponte no restante da temporada.

No setor defensivo, o treinador trocou a dupla de zagueiros e pouca diferença fez. Nas primeiras quatro partidas de Baptista, Marllon e Luan Peres eram os titulares e foram quatro gols sofridos. E nos quatro últimos jogos, Yago e Rodrigo atuaram na defesa e a Macaca levou um gol a mais no período (cinco). A estatística não leva em conta a derrota para o Palmeiras, quando Marllon e Rodrigo jogaram como defensores alvinegros.

No ataque, a falta de opções propõe que o treinador continue apostando em Lucca e Sheik, dois dos principais jogadores do elenco. Léo Gamalho até poderia ser melhor aproveitado num esquema de jogo diferente. Mas o jogador acabou ficando de fora das últimas partidas por causa de uma lesão muscular.

Elenco enxuto, problemas de lesões e atletas em má fase são os ingredientes que permearam a queda brusca de rendimento da Macaca nas mãos de Eduardo Baptista que conseguiu menos de 26% de aproveitamento nas nove partidas.

É difícil prever se Gilson Kleina teria aproveitamento melhor se estivesse ainda à frente da Macaca. Até ser demitido, o antecessor de Baptista tinha conquistado quase 39% dos pontos conquistados.

Fato é que a Macaca terá que ter aproveitamento de time que briga pelo título nas últimas cinco rodadas. Para escapar sem depender dos concorrentes, seria necessário fazer 80% dos pontos disputados, ou quatro vitórias. Cenário difícil para um time que durante todo o Brasileirão não conseguiu engatar três vitórias consecutivas e que só somou um resultado positivo fora de casa.