O técnico Leandro Zago teve uma passagem de sucesso pelas categorias de base da Ponte Preta. Após treinar equipes do sub-17 e sub-20 conquistou resultados importantes e contribuiu na revelação de atletas como Emerson, Abner, Yuri, Felipe Saraiva, Ivan e outros.

Mesmo após um longo período de sua saída, Zago é constantemente citado entre os torcedores e foi um dos nomes mais votados na enquete da TV Band Mais para ser o substituto de Gilson Kleina – após a demissão do treinador nesta temporada.

“Eu fico muito feliz pelo reconhecimento do torcedor. Eu não consigo acompanhar tanto porque estou em Belo Horizonte, mas sempre há um movimento nas redes sociais e sempre chega muita coisa. Eu fico muito satisfeito por ser campineiro e ter família aqui. Existe um carinho grande e só posso agradecer pelo apoio ao trabalho”, disse Zago em entrevista à Rádio Bandeirantes.

COMPORTAMENTO DOS JOVENS ATLETAS
“Eu vejo que isso é um problema geracional. A gente sempre tem problemas geracionais. Nós temos que entender, por exemplo: por que treinadores, como o Vanderlei Luxemburgo, têm muito sucesso em um período né ali nos anos 90 e começo dos anos 2000 e, depois, tem muita dificuldade de desenvolver um trabalho com o mesmo nível de qualidade? Eles precisam entender que as gerações vão mudando e os comportamentos das gerações vão mudando. É difícil a gente avaliar se é para melhor ou para pior, mas é uma coisa é fato. Essa geração tem os seus comportamentos, assim como a minha teve e assim como as outras tiveram. Quem é nascido nos anos 70, 80, 90 e agora nós temos aí gerações já nascidas a partir de 2000 chegando às categorias principais. Então nós temos que entender o comportamento geracional. Eles são questionadores. Você tem que convencê-los mais. Então isso também é um debate geracional”

GERAÇÃO 97-2000
“Eu cheguei a trabalhar com alguns jogadores de 96, mas aproveitei menos esses porque alguns já estavam no profissional como era o caso do Jeferson. Mas tivemos muitos frutos entre 97 e 2000. Esse é o grupo do Ivan, Emerson, Yuri, Reynaldo, Felipe Saraiva, Marquinhos, Xavier, Ramon, Abner, Felipe Saraiva, Thiaguinho e outros que saíram em algum momento. Muitos foram negociados e não consegui dar acompanhamento. Mas são gerações que geraram muito retorno técnico e até financeiro para o clube”

PROMOÇÃO NO ATLÉTICO
“Eu no final do ano subi para equipe de transição do Atlético e passei a integrar uma equipe que o clube estruturou com jogadores que têm muita projeção dentro do clube, mas ainda precisam de uma lapidação e um processo de refinamento. Nossa programação é similar a do time profissional e estamos empolgados para este trabalho”

RELAÇÃO COM SAMPAOLI
“É um momento de início de trabalho do Sampaoli no clube e sempre acompanhei muito do trabalho desenvolvido por ele. É um treinador que desenvolve trabalhos interessantes em suas equipes. A equipe dele se abre muito para poder mexer com o adversário, mexer com a bola e poder circular ela por todos os espaços do campo. Ele começou a estruturar isso a partir dessa ideia, mas não conseguiu desenvolver muito pelo número de sessões pequenas que teve”

CORTE DE 25% DOS SALÁRIOS
“Isso vai ter um impacto geral no clube, com exceção dos funcionários que ganham até cinco mil reais. Os funcionários que ganham a partir de cinco mil reais vão ter esse desconto, enquanto perdurar a pandemia mundial. A partir do momento em que tudo retornar à normalidade, tudo volta ao normal. Esse desconto e esse ajuste no salário neste período será válido a partir de 1º de abril”

RETORNO AO MOISÉS LUCARELLI
“Hoje estou envolvido em um projeto que investe em mim e acredita. Então isso é importante. É óbvio que, em algum momento, uma boa proposta da Ponte e que tenha uma perspectiva boa a gente vai sentar. Neste momento, estou totalmente envolvido já com o propósito do Galo e de todo o investimento que o faz hoje e me vê com boas perspectivas de estar na equipe principal em algum momento, em uma alguma transição pós-Sampaoli ou em algum momento que tenha uma eventual troca”

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