Ponte é líder de indisciplina no Paulistão

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A Ponte Preta encarou uma cansativa viagem de retorno à Campinas, depois da classificação em Manaus para a segunda fase da Copa do Brasil. Depois de doze horas de viagem ontem, o time retornou aos trabalhos em Campinas nesta quinta pela tarde.

O técnico Eduardo Baptista só terá dois treinos pra definir a melhor estratégia pra encarar o Novorizontino e buscar a primeira vitória em casa na temporada.

Além de aprimorar quesitos técnicos e táticos de um time que foi praticamente todo remontado, é preciso corrigir um problema persiste deste o fatídico rebaixamento do ano passado: o excesso de indisciplina dentro de campo.

O Paulistão 2018 até agora tem a Ponte Preta como equipe que mais levou cartões dos 16 times que disputam a divisão. São 19 amarelos e um vermelho. Isto já tem causado reflexos nas possibilidades do treinador, que perdeu o atacante Fellipe Cardoso e o meia Tiago Real por suspensão; e sábado Marciel fica fora por causa do terceiro cartão amarelo. E a situação fica desconfortável pra outros 3 jogadores: os zagueiros Renan Fonseca e Luan Peres e o lateral Jeferson estão pendurados e correm o risco de ficarem de fora da rodada seguinte do estadual.

Para o capitão do time e zagueiro Renan Fonseca, a tendência é que, com o passar do tempo, o elenco melhore no quesito disciplica: “Estamos no começo de um trabalho, e tudo questão de ajuste… é ajustar algumas coisas, coisas simples, que só dependem da gente: pra tomar menos cartões e conseguir melhores resultados”.

Os números disciplinares dos pontepretanos são uma sequência do que aconteceu no Brasileirão do ano passado. A campanha do rebaixamento veio acompanhada do rótulo de time que mais tomou cartões amarelos e vermelhos. Ficou claro que as expulsões na reta final da competição comprometeram o desempenho. Nas 38 rodadas da série a foram 9 cartões vermelhos. A consequência, ao final, tem sido bem negativa. Fica a lição e o alerta.