O experiente Marcelo de Lima Henrique será o comandante do dérbi 201 nesta sexta-feira, no Moisés Lucarelli, na 24ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

O árbitro de 50 anos é um dos mais velhos em atividade e estará responsável pelo apito do clássico entre Ponte Preta e Guarani.

AUSÊNCIA NO ESTADUAL
Marcelo de Lima Henrique iniciou a temporada de 2021 no centro das atenções entre os árbitros do futebol carioca. Após um desgaste com o presidente da comissão do Rio, José Carlos Santiago, o profissional deixou o grupo de WhatsApp durante o Estadual e ficou de fora das escalas. Este foi o segundo atrito de Marcelo com a FERJ. Em 2014, após a polêmica decisão entre Flamengo e Vasco da Gama, o árbitro foi alvo de crítica dos vascaínos e acabou migrando para a Federação Pernambucana de Futebol. Ele permaneceu por lá até 2017 antes de voltar ao Rio de Janeiro.

DIRIGENTES NA BRONCA
A primeira reclamação registrada contra o árbitro foi do Ceará em jogo contra o Bahia no Brasileirão. Após um lance polêmico, Marcelo de Lima Henrique anulou um gol do Vozão por ter visto pênalti na jogada, mas após revisão do árbitro de vídeo mudou de opinião e acabou por consequência anulando o gol do Ceará.

A segunda reclamação foi do presidente do Corinthians, Duílio Monteiro Alvos, em partida realizada contra o Internacional. O time paulista chegou a formular uma reclamação na CBF por um gol do Internacional que deveria ter sido anulado na opinião dos analistas e dos dirigentes.

A terceira reclamação neste semestre sobre Marcelo de Lima Henrique ocorreu após a partida entre Athletico Paranaense e Santos na Copa do Brasil. Após uma checagem rápida no gol anulado de Vinicius Mingotti, a equipe de arbitragem não verificou que o gol foi equivocadamente anulado e seguiu a partida.

MÉDIA DE CARTÕES
O dérbi será o 15º jogo apitado por Marcelo de Lima Henrique nesta temporada e o quarto da Série B. Ele também comandou Londrina 1×0 Remo, Náutico 0x1 Cruzeiro e Brusque 0x0 Avaí. Foram 53 amarelos distribuídos em 14 jogos. Média de quase quatro cartões por jogo. Ele também distribuiu dois vermelhos e anotou sete pênaltis.

ESTILO DE ARBITRAGEM
Marcelo de Lima Henrique é experiente e não gosta muito do bate-papo com os jogadores. É reservado, prefere dar dinâmica aos jogos e trabalha com poucos cartões amarelos no primeiro tempo. Dos 53 distribuídos ao longo dos 14 jogos desta temporada foram 63% no segundo tempo. O ponto de maior reclamação é a pouca paciência nas análises do VAR – justamente as reclamações de Corinthians e Athletico Paranaense.

HOMENAGEM EM 2020
Em 2020, antes da bola rolar para o clássico entre Atlético e Vila Nova em Goiás, Marcelo foi homenageado pela CBF por ter atingido a marca de 200 jogos apitados na primeira divisão.

TRAJETÓRIA
Os caminhos do apito não foram a primeira opção de Lima Henrique. Ele atuou como goleiro nas categorias de base do Flamengo, Bangu, América e Operário e chegou a ingressar no serviço militar, tornando-se Fuzileiro Naval. Mas persistiu e trabalha como árbitro da CBF há duas décadas.

Foto de Solimar de Oliveira/CBF

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