Pena de torcida única tem chance de ser revertida antes do tempo

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Invasão de campo no jogo do rebaixamento no final de novembro foi determinante para a determinação do MP e da FPF de torcida única em todos os jogos da Ponte em 2018.

Representantes da Ponte Preta estiveram ontem na Federação Paulista de Futebol em reunião com o promotor do Ministério Público Estadual, Paulo Castilho. No encontro, o presidente do clube, José Armando Abdalla, o diretor jurídico, Giuliano Guerrero, o vice-presidente Sebastião Arcanjo e o advogado João Felipe Artiioli conversaram sobre as consequências e possibilidades de reversão da pena de torcida única da Ponte Preta em todos os jogos da temporada.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Paulo Castilho afirmou que sugeriu ao presidente da Ponte Preta condutas que demonstrem que o clube está em conformidade com a ideia de banir a violência da torcida pontepretana, principalmente as organizadas. Castilho afirmou que o trabalho dele é implementar, identificar e monitorar torcidas que se comportem de maneira violenta.

Com relação à possibilidade de reverter a pena imposta à Ponte Preta de não poder receber torcidas visitantes no Majestoso e não poder frequentar os outros estádios do Brasil em que o time atuar em 2018, o promotor foi pouco otimista: “Eu não vejo a possibilidade de, a curto prazo, reverter esta medida. A não ser que tenha um projeto sério, um projeto idôneo e que ele seja colocado em prática, onde nós possamos respeitar o futebol, respeitar o torcedor de bem. A torcida organizada tem que entender que ela não é maior do que o clube e que se ela não se portar de maneira civilizada, não tem espaço pra ela dentro do estádio de futebol”.

A ideia é restringir e diminuir a ação das torcidas organizadas. “São vinte ou trinta líderes violentos que instiga e obriga a massa a ter ações violentar”, afirmou Castilho. O promotor pede que a Ponte apresente um projeto viável para que, nos jogos fora de casa, o clube tenha torcedores de bem nas arquibancadas. Além disso, Castilho acredita que a punição é exemplar para que a Ponte Preta comece a banir as organizadas do clube e melhorar as condições para o torcedor de bem frequentar o estádio Moisés Lucarelli.

Paulo Castilho ainda apresentou bons números das medidas contra a violência nos estádios implantadas na capital e afirma que está aberto a encontrar uma saída para que os ‘bons torcedores’ da Macaca sempre frequentem de maneira segura os estádios. “Nós não somos contra torcida organizada, somos contra violência”.

“Nós não podemos permitir que esta escalada de violência das organizadas, tanto de Ponte Peta como de Guarani passem sem uma resposta”, completou.