Ponte Preta: “O time fez o que pôde tecnicamente”, analisa Carlos Henrique

Ponte Preta: “O time fez o que pôde tecnicamente”, analisa Carlos Henrique
Foto de Bruno Costa / Fortaleza EC

Por Carlos Henrique (CH)

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A Ponte Preta fez mais uma partida de entrega, raça e determinação. Tecnicamente, o time fez o que pôde diante de um Fortaleza organizado e com valores individuais superiores aos da Macaca. Mesmo assim, a equipe alvinegra mostrou evolução na organização desde o jogo contra o CRB, quando conquistou sua última vitória.

Essa melhora tem aparecido na prática. A Ponte vem deixando de sofrer aqueles gols infantis que comprometiam o desempenho e dificultavam qualquer tentativa de reação durante as partidas. Contra o Fortaleza, depois de sair atrás no placar, a equipe mostrou valentia e competência para buscar a virada ainda no primeiro tempo.

O meio-campo foi um dos pontos fortes da Macaca antes do intervalo. Rodrigo Souza e Gustavo Telles tiveram boas atuações, assim como Karl. A defesa também errou menos do que vinha errando habitualmente, o que ajudou a equipe a competir em melhores condições.

No ataque, Brandão começa a ganhar confiança e a mostrar evolução. O atacante marcou o segundo gol da Ponte depois de uma bola roubada por Gustavo Telles, coroando uma boa reação da equipe.

O problema voltou a aparecer no segundo tempo. Quando Gilson Kleina olha para o banco de reservas, encontra poucas opções capazes de mudar o cenário da partida. Existem jogadores com qualidade técnica, mas que nem sempre atendem às necessidades da equipe naquele momento.

Kleina tentou alternativas para segurar o resultado. Montou uma linha com três zagueiros e reforçou a defesa com Diego Leão. Gustavo Telles, que vinha fazendo uma boa partida, deixou o campo extenuado, com câimbras.

É preciso considerar o tamanho do adversário. O Fortaleza tem estrutura e um elenco superiores aos da Ponte Preta. Diante dessa diferença e das limitações enfrentadas pela Macaca, considero que tanto o treinador quanto os jogadores fizeram uma boa partida.

Ficou a frustração por não conseguir sustentar a vantagem. No segundo tempo, o Fortaleza dominou as ações e pressionou até chegar ao empate. Ainda assim, a Ponte conseguiu segurar o 2 a 2 e somou um ponto diante de uma equipe que briga pelo acesso.

A Macaca mostrou entrega e evolução na organização, mas o jogo também deixou evidente a dificuldade de encontrar soluções no banco de reservas. É uma limitação que pesa quando o adversário consegue aumentar o ritmo e colocar pressão durante a etapa final.

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