Ponte Preta: “O rebaixamento ocorreu desde o início do campeonato”, analisa Nenê Santana

Ponte Preta: “O rebaixamento ocorreu desde o início do campeonato”, analisa Nenê Santana
Foto de Marcos Ribolli

Auxiliar de Gilson Kleina afirma que dificuldades financeiras afetaram diferentes setores do clube e pede que equipe termine a Série B “com o mínimo de dignidade possível”

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O que você precisa saber

  • Nenê Santana comandou a Ponte Preta à beira do campo contra o Juventude, já que Gilson Kleina estava suspenso.
  • Para o auxiliar, o rebaixamento não foi definido na última rodada, mas construído desde o início da temporada.
  • Nenê afirmou que as dificuldades financeiras afetaram o elenco e as condições de trabalho no clube.
  • O auxiliar relacionou o baixo público em Indaiatuba ao desempenho da Ponte ao longo do ano.
  • A equipe pretende conquistar o máximo de pontos possível nas rodadas finais da Série B.

“O rebaixamento não ocorreu no último jogo. O rebaixamento ocorreu desde o início do campeonato.” Para Nenê Santana, auxiliar técnico da Ponte Preta, a queda para a Série C foi consequência de uma campanha construída desde as primeiras rodadas.

Suspenso, Gilson Kleina não pôde comandar a equipe contra o Juventude. Nenê ficou à frente da Macaca na derrota por 2 a 0, nesta terça-feira, no Ítalo Mário Limongi, em Indaiatuba.

Segundo o auxiliar, a comissão técnica sabia das dificuldades que encontraria desde o início da competição.

“A chegada do Gilson Kleina melhorou o ânimo no vestiário e a gente vê os jogadores mais motivados, mas infelizmente isso não tem sido suficiente. No jogo de hoje demoramos para entrar no jogo e o Juventude começou a sair na frente com um chute indefensável”, afirmou.

Nenê destacou que a comissão tem trabalhado para manter os jogadores motivados nas rodadas finais.

“Estamos incentivando os atletas porque precisamos terminar a competição com o mínimo de dignidade possível.”

Dificuldades financeiras

Ex-jogador da Ponte Preta, Nenê Santana também foi questionado sobre a diferença entre o momento atual e o período em que atuou pelo clube.

“Eu não posso comparar a situação atual com a época em que eu joguei. Foram épocas de grandes conquistas, mas as dificuldades atuais, principalmente financeiras, afetaram todas as áreas do clube”, disse.

O auxiliar afirmou que os problemas financeiros atingem diretamente o elenco e as condições de trabalho.

“Afeta no elenco, na condição do trabalho, em tudo. Todo mundo está se esforçando para melhorar as condições, mas isso não vai acontecer do dia para a noite. Estamos aqui porque acreditamos na volta por cima.”

Baixo público em Indaiatuba

A partida contra o Juventude teve apenas 352 torcedores no Ítalo Mário Limongi. Para Nenê, o número é consequência da temporada da Ponte.

“Eu acho que o público baixo é uma consequência do nosso ano. Fomos rebaixados no Paulista, começamos mal a Série B e o torcedor foi perdendo a paciência. Tudo tem limite.”

O auxiliar também citou a distância entre Campinas e Indaiatuba e as condições climáticas para explicar a baixa presença.

“É difícil o torcedor sair de Campinas, vir para Indaiatuba em uma noite chuvosa e a gente precisa entender isso. Quando as coisas melhorarem, a Ponte vai recuperar o seu torcedor. É por isso que estamos trabalhando.”

Gramado do Majestoso

Nenê também explicou a mudança do local da partida. O gramado do Moisés Lucarelli passa por manutenção, o que levou a Ponte a mandar o jogo em Indaiatuba.

“Há um problema no gramado do Moisés Lucarelli e precisávamos arrumar isso. A nossa melhor opção seria jogar em Campinas, mas vir para Indaiatuba foi uma necessidade para solucionar o problema do gramado.”

Meta para a reta final

Com o rebaixamento já confirmado, a comissão técnica estabeleceu como objetivo terminar a Série B somando o maior número de pontos possível.

“Nós estipulamos uma meta de tentar conquistar o máximo de pontos nessa reta final. Os jogadores estão confiantes que isso é possível e vamos lutar para terminar de maneira digna.”

Nenê também saiu em defesa do elenco diante das dificuldades enfrentadas durante a temporada.

“Esses jogadores estão aqui, com toda dificuldade do mundo, mas honram o clube.”

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