Guarani e Ponte Preta estão entre os clubes que tiveram bets como patrocinadoras
Clubes de Campinas mantiveram acordos com diferentes empresas do setor nos últimos anos; medida do Governo Federal encerra atividade das plataformas a partir de outubro
O mercado de patrocínios esportivos terá uma mudança brusca a partir de outubro, e Guarani e Ponte Preta estão entre os clubes de Campinas diretamente ligados a esse cenário. Os dois times mantiveram, em diferentes períodos, acordos comerciais com casas de apostas esportivas.
O Governo Federal editou na última sexta-feira uma Medida Provisória que proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. Os contratos de publicidade e patrocínio que já estavam firmados podem permanecer ativos até 5 de outubro. A partir do dia seguinte, sites e aplicativos das empresas deverão sair do ar e a publicidade do setor também deixará de ser permitida.
A mudança atinge um mercado que ganhou espaço no futebol brasileiro nos últimos anos. Guarani e Ponte Preta estiveram entre os clubes que recorreram a empresas do segmento para composição de suas receitas comerciais.
Histórico no Guarani
O Guarani passou por uma sequência de parcerias com casas de apostas nos últimos anos.
Desde 2022, o clube teve acordos com Pixbet, Esportes da Sorte, Dafabet, Bitx.bet, ZeroUm e Bigbet.
A Esportes da Sorte assumiu o patrocínio máster do Bugre em 2023, substituindo a Pixbet.
No ano seguinte, a Bitx.bet passou a ocupar o espaço principal da camisa. O contrato anunciado pelo clube tinha validade até o fim de 2024.
A Dafabet também teve acordo com o Guarani. Em 2025, o clube informou que a empresa havia decidido não estampar a marca no uniforme por causa de uma pendência no processo de regularização junto ao Governo Federal, embora o contrato ainda estivesse vigente até o fim do Paulistão daquele ano.
Em 2026, a Bigbet ocupou o espaço de patrocinadora máster do Bugre durante o Campeonato Paulista.
Bets na camisa da Ponte
A relação da Ponte Preta com as casas de apostas também começou antes da regulamentação federal do setor.
A Betsul foi uma das primeiras empresas do segmento a firmar parceria com a Macaca, em 2020. Depois, o clube teve acordos com Pixbet, EstrelaBet e GingaBet.
A GingaBet assumiu o patrocínio máster da Ponte em fevereiro de 2025, em contrato válido por um ano. A empresa estreou no espaço nobre da camisa na vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo, no Morumbi.
A Ponte buscava naquele momento manter uma receita próxima à obtida anteriormente com a EstrelaBet, estimada em cerca de R$ 3,2 milhões por ano.
Fim de um modelo comercial
A medida anunciada pelo Governo Federal interrompe um modelo que se tornou comum no futebol brasileiro. Além de patrocinarem clubes, as empresas de apostas passaram a ocupar espaços em camisas, placas de estádio, transmissões e ações comerciais.
A partir de 6 de outubro, porém, as bets autorizadas deverão deixar de operar no país. O governo também determinou o fim da publicidade do setor, enquanto materiais e patrocínios já contratados terão prazo até 5 de outubro para serem retirados.
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