Ponte Preta: “Uma vitória da luta, da entrega e da hombridade”, analisa Tigrão
Por Valdemir Gomes
A Ponte Preta mereceu todos os aplausos pela vitória por 1 a 0 sobre o CRB. Foi um resultado construído na luta, na entrega e na superação de um elenco que entrou em campo depois de uma situação muito complicada.
É preciso parabenizar todos os jogadores, dos mais experientes aos mais jovens. O Rodrigo Souza, por exemplo, era uma preocupação pela condição física, mas lutou como um leão. O Gustavo Telles também entrou e se desdobrou, correndo, dividindo e disputando cada bola. São apenas dois exemplos de um grupo que se superou.
O Gilson Kleina também acertou ao improvisar o Palacios na lateral direita. Ele cumpriu bem a função, fechou a linha e ajudou a Ponte a manter a organização defensiva.
A equipe conseguiu fazer 1 a 0 aos 39 minutos do primeiro tempo, em uma jogada bem executada. O Dênis colocou a bola com qualidade, o Jota chegou pelo lado e cruzou para o Brandão, que se antecipou à defesa e finalizou para marcar.
No segundo tempo, o CRB veio para cima. Fábio Matias fez alterações ousadas, tirou zagueiro e colocou atacante para tentar buscar o empate. A Ponte respondeu com garra, determinação e ocupação dos espaços.
Foi um time valente, guerreiro e organizado. E, quando a defesa não conseguiu afastar, apareceu Vinícius Ferrari. O goleiro de 23 anos fez pelo menos cinco defesas importantes e garantiu a vitória por placar mínimo.
Essa vitória muda o cenário da Ponte no campeonato? Claro que não. O destino é disputar a Série C no ano que vem. Mas o resultado quebra uma inércia de quase 150 dias sem vencer, encerra uma sequência de seis jogos sem marcar e, principalmente, representa uma valorização do escudo, da entidade e da camisa da Ponte Preta.
Depois de tudo que aconteceu nas últimas rodadas, inclusive da goleada por 6 a 0 para o Londrina, era importante não expor novamente a história do clube.
Hoje, os jogadores entraram mordidos. O CRB não esperava encontrar uma Ponte tão voluntariosa. Foi uma equipe baseada na luta e na superação, que teve humildade para jogar como precisava. Quando foi necessário dar chutão, deu chutão. Quando teve oportunidade, aproveitou.
O CRB praticamente não conseguiu exigir Vitor Caetano. A Ponte teve uma grande chance antes do gol, com Juan, mas o goleiro adversário fez a defesa. Depois, Brandão aproveitou a oportunidade que apareceu.
Foi uma vitória da luta, da entrega, da voluntariedade e da hombridade desses jogadores da Ponte Preta. Eles merecem os aplausos emocionados que receberam dos torcedores no Moisés Lucarelli.
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