Ponte Preta: “derrota para o Sport expõe primeiro tempo apático e mantém crise sem fim”, analisa Tigrão

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Foto de Paulo Paiva/Sport

Por Valdemir Gomes

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O placar de 2 a 0 para o Sport foi justo e refletiu o que aconteceu na Ilha do Retiro. A Ponte Preta fez um primeiro tempo de baixa intensidade, apesar de apresentar certa organização defensiva nos primeiros 25 minutos.

A equipe atuava com uma linha de cinco jogadores e até conseguia controlar o adversário, mas sofreu o primeiro gol em uma sequência de erros. Depois de uma cobrança de escanteio, a bola voltou para a área e Marcelo Ajul tentou a finalização por cobertura. Vinícius Ferrari saiu do gol, não conseguiu chegar na bola e ela bateu no travessão. Na tentativa de evitar o gol, Diego Leão acabou sendo atingido e marcou contra.

Depois disso, a Ponte se desorganizou. O segundo gol veio em um lance ainda mais evitável. Lucas Cunha cometeu um pênalti desnecessário em Biel, e Barletta aproveitou a cobrança para fazer 2 a 0.

O Sport ainda teve outras oportunidades importantes antes do intervalo. Poderia ter construído uma vantagem maior, tamanha a superioridade apresentada na primeira etapa.

Ponte melhora depois do intervalo

Gilson Kleina fez uma alteração que considero inteligente no intervalo. Gustavo Telles entrou no lugar de Júlio, mas a mudança não foi simplesmente de jogador por jogador.

Gustavo Almeida foi deslocado para a lateral direita e Telles passou a atuar no meio. A Ponte deixou o 5-3-2 e passou para um 4-4-2.

Mais tarde, com Murilo Cavalcante já sem condições de acompanhar o ritmo, Kleina colocou Damião Nova e tornou a equipe ainda mais ofensiva. Com Miguel e David da Hora também mais adiantados, o desenho passou para um 4-3-3.

A Ponte foi melhor no segundo tempo. Teve mais posse, mostrou mais intensidade e conseguiu competir de igual para igual em alguns momentos. Gustavo Telles, Juan e Tevin entraram bem e deram outra dinâmica ao time.

O problema é que o Sport continuou criando as melhores oportunidades. Vinícius Ferrari trabalhou muito mais do que Thiago Couto e evitou que a diferença aumentasse.

A Ponte conseguiu, pelo menos, equilibrar o segundo tempo e terminou os 45 minutos finais sem sofrer gols. Mas já carregava o prejuízo construído em uma primeira etapa muito ruim.

Uma derrota dentro da lógica

Não há muito o que contestar no resultado. O Sport foi superior, principalmente no primeiro tempo, e venceu com justiça.

O que fica como pequeno alento é a reação da Ponte depois do intervalo. Depois de uma atuação apática, desatenta e com pouca mobilidade nos primeiros 45 minutos, a equipe voltou mais competitiva e mostrou outra postura.

Pelo menos evitou uma goleada que parecia possível diante do que acontecia no primeiro tempo. Depois da derrota por 6 a 0 para o Goiás, sofrer outro placar elástico agravaria ainda mais a imagem de uma temporada já marcada por vexames.

No fim, porém, veio mais uma derrota. A 21ª da Ponte na Série B, justamente a 21ª partida consecutiva sem vencer.

O sofrimento do torcedor continua. E o placar da Ilha do Retiro, sem brilho do Sport, mas absolutamente dentro da lógica do jogo, deixou a Ponte ainda mais próxima do fim de uma campanha que já parece definida.

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