Ponte Preta: sem receber há dois anos, Edson Boaro aciona Justiça e cobra mais de R$ 800 mil por atrasados
O que você precisa saber
- O ex-auxiliar técnico Edson Boaro entrou com ação trabalhista contra a Ponte Preta;
- Ídolo do clube cobra R$ 803.858,41 em salários e verbas trabalhistas;
- Segundo a ação, Boaro está há 24 meses sem receber salários;
- O processo também aponta 50 meses sem depósitos de FGTS;
- O ex-lateral pede o reconhecimento da rescisão indireta do contrato.
Mais um processo trabalhista amplia a crise financeira da Ponte Preta. O ex-auxiliar técnico Edson Boaro, ídolo do clube e integrante da comissão técnica até junho deste ano, ingressou na Justiça cobrando R$ 803.858,41 em salários atrasados e outras verbas trabalhistas.
A ação tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região. Representado pelos advogados Filipe Rino e Thiago Rino, Boaro também solicita, em caráter de urgência, o reconhecimento da rescisão indireta do contrato de trabalho.
Dois anos sem salários
Segundo o processo, o ex-auxiliar acumulou 24 meses sem receber salários da Ponte Preta.
Além disso, a ação afirma que o clube deixou de realizar os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) durante 50 meses, incluindo todo o período da atual gestão executiva.
O documento também cobra o pagamento de três 13º salários, quatro férias integrais, aviso prévio, verbas rescisórias proporcionais, direitos de imagem, auxílio-moradia, multas e honorários advocatícios.
Os débitos apontados abrangem o período entre 2022 e meados de 2026.
Passagem pelo profissional
Edson Boaro encerrou sua passagem pelo clube após a chegada do técnico Márcio Zanardi, em julho.
Antes disso, comandou interinamente a equipe principal em duas partidas da Série B: o empate sem gols diante do Botafogo-SP e a derrota por 2 a 1 para o Cuiabá.
Nos bastidores, era considerado um profissional de confiança do elenco e trabalhou nas comissões técnicas de Alberto Valentim, Marcelo Fernandes e Rodrigo Santana.
História na Ponte
Revelado pela própria Ponte Preta, Boaro retornou ao Moisés Lucarelli em 2022, durante a gestão do presidente Marco Antônio Eberlin.
Além da comissão técnica do time principal, comandou a equipe sub-23 na Copa Paulista de 2023 e esteve à frente da categoria sub-20 em três edições consecutivas da Copa São Paulo de Futebol Júnior, entre 2023 e 2025.
Como jogador, construiu uma carreira de destaque no futebol brasileiro, com passagens por Corinthians, Guarani e Palmeiras, além de integrar o elenco da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1986.
A ação de Edson Boaro é mais um processo envolvendo cobranças trabalhistas enfrentadas pela Ponte Preta em meio à grave crise financeira que atravessa o clube.
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