Ponte Preta: estudo apresentado na SAF aponta déficit de R$ 2,8 milhões por mês
O que você precisa saber
- Auditoria apresentada pela diretoria estima dívida da Ponte Preta em aproximadamente R$ 320 milhões;
- Clube convive com déficit operacional de cerca de R$ 2,8 milhões por mês;
- Documento conclui que, no curto e médio prazo, a SAF é o caminho para reequilibrar as finanças;
- Levantamento indica que entre 25% e 30% da dívida é de natureza tributária;
- Diretoria também busca homologação do Regime Central de Execuções (RCE) para destravar recursos atualmente bloqueados pela Justiça.
A proposta de criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) da Ponte Preta ganhou mais um capítulo nos bastidores. Além dos detalhes sobre investimentos e patrimônio, a diretoria apresentou dados de uma auditoria financeira que reforçam o cenário delicado vivido pelo clube.
Segundo as informações compartilhadas pela direção, o estudo aponta que a Ponte Preta possui atualmente uma dívida de aproximadamente R$ 320 milhões, sem considerar o débito de IPTU, estimado em cerca de R$ 20 milhões.
Déficit de quase R$ 3 milhões por mês
O levantamento mostra que o custo mensal de funcionamento da Ponte gira em torno de R$ 4 milhões, considerando futebol profissional, categorias de base, funcionários, impostos e despesas administrativas.
Por outro lado, a arrecadação recorrente do clube fica próxima de R$ 1,2 milhão mensais, gerando um déficit operacional de aproximadamente R$ 2,8 milhões por mês.
Mantido esse cenário, o rombo anual ultrapassa R$ 33 milhões, segundo os números apresentados pela auditoria.
“Único caminho”
Ainda de acordo com a documentação apresentada pela diretoria, a empresa responsável pela auditoria realizou comparativos com balanços de outros clubes brasileiros antes de emitir suas conclusões.
O relatório indica que, diante do quadro financeiro atual, a transformação em SAF aparece como o único caminho viável para recuperar o equilíbrio econômico da Ponte Preta no curto e médio prazo.
Dívidas tributárias representam parte significativa
O estudo também detalha a composição do passivo.
Segundo a auditoria, entre 25% e 30% da dívida total corresponde a débitos tributários, o que representa aproximadamente R$ 100 milhões do montante devido pelo clube.
RCE pode liberar mais de R$ 3 milhões
Outro ponto tratado pela diretoria foi a tentativa de implantação do Regime Central de Execuções (RCE).
Hoje, parte das receitas da Ponte Preta, como cotas de televisão e premiações, fica retida em contas judiciais para garantir o pagamento de credores após o trânsito em julgado dos processos.
Segundo os dados apresentados, há atualmente cerca de R$ 3,37 milhões bloqueados nessas contas. A expectativa do clube é que, com a homologação do RCE, esses recursos possam ser liberados para que a Ponte passe a quitar os débitos por meio de um plano centralizado de pagamentos.
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