Guarani: “O Bugre jogou para ganhar e não para administrar”, analisa Tigrão

Guarani: “O Bugre jogou para ganhar e não para administrar”, analisa Tigrão
Foto de Raphael Silvestre

Por Valdemir Gomes

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

A vitória do Guarani sobre a Inter de Limeira vai muito além do placar de 3 a 1. Ela representa uma mudança de postura de uma equipe que, depois do intervalo, deixou claro que não estava satisfeita em apenas controlar o jogo. O Bugre foi agressivo, subiu as linhas de marcação, sufocou o adversário e construiu uma vitória absolutamente merecida.

O primeiro tempo foi equilibrado. O Guarani saiu na frente com Lucca, em cobrança de pênalti, mas permitiu o empate praticamente na sequência, após uma penalidade cometida por Ynaiã. A Inter de Limeira chegou ao intervalo confortável dentro da estratégia proposta por Matheus Costa: defender bem, esperar o erro adversário e tentar explorar os contra-ataques.

Só que o cenário mudou completamente após a conversa no vestiário.

O Guarani passou a atuar com as linhas altas, pressionando a saída de bola da Inter desde o campo ofensivo. Essa marcação sob pressão desmontou a construção do adversário e obrigou a equipe visitante a recorrer quase exclusivamente às ligações diretas. A única chance realmente perigosa da Inter no segundo tempo surgiu em uma jogada individual de Getúlio, muito bem defendida por Caíque França. Fora isso, o domínio foi praticamente todo bugrino.

O mérito passa também pelas decisões de Elio Sizenando. O treinador poderia ter administrado a vantagem de 2 a 1 reforçando o meio-campo ou até o sistema defensivo. Preferiu fazer exatamente o contrário.

Quando colocou Matheus Guilherme em campo no lugar de Kauã Jesus, lançou um atacante de velocidade. Depois, substituiu Lucca por Neto Costa. As alterações transmitiam uma mensagem clara para todos no Brinco de Ouro: o Guarani queria o terceiro gol, não apenas sustentar o resultado.

E foi exatamente isso que aconteceu.

Nos minutos finais, a Inter precisou abandonar a postura reativa para buscar o empate. Ao se lançar ao ataque, ofereceu os espaços que o Guarani esperava. Em um contra-ataque bem construído, João Paulo protagonizou um lance que merece destaque. Já aos 44 minutos do segundo tempo, percorreu boa parte do campo conduzindo a bola e encontrou Guilherme Cachoeira em excelente condição. O atacante finalizou de perna esquerda, no alto, sem chances para Saulo, encerrando a partida.

O lance simboliza o espírito do Guarani durante toda a noite. Mesmo vencendo, a equipe não jogou para administrar. Jogou para ampliar.

Essa foi a principal diferença entre os dois times. Enquanto a Inter permaneceu presa ao seu plano de esperar um erro do adversário, o Bugre assumiu o protagonismo, pressionou, criou as melhores oportunidades e transformou sua superioridade técnica em vantagem no placar.

No fim das contas, o resultado refletiu exatamente o que se viu em campo. O Guarani foi melhor durante a maior parte dos 90 minutos e fez por merecer a vitória por 3 a 1. Um placar justo para uma equipe que, desta vez, escolheu atacar até o último minuto em vez de apenas proteger a vantagem.

Siga e Compartilhe nas Redes Sociais

Portal CB no YouTube! Acompanhe vídeos do time do seu coração com informação, debate e curiosidades. Gols, comentários e entrevistas todos os dias com a Equipe de Carlos Batista. Se inscreva no canal e ative as notificações. Clique aqui e acesse.

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade
Continua após a publicidade
Siga e Compartilhe nas Redes Sociais