Ponte Preta: “O time é o espelho do que acontece fora de campo”, analisa Gleguer

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Foto de Marcos Ribolli

Por Gleguer Zorzin

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A sétima derrota consecutiva da Ponte Preta na Série B aumenta a preocupação do torcedor, mas não pode ser analisada apenas pelo resultado. O momento vivido dentro de campo é reflexo de tudo o que acontece fora dele.

É claro que o técnico Márcio Zanardi também tem responsabilidade. Afinal, é ele quem escala a equipe e toma as decisões durante a partida. Mas, desta vez, a formação inicial não foi o principal problema. A Ponte fez um primeiro tempo competitivo, criou oportunidades, finalizou e conseguiu reagir depois de sair atrás no placar. O empate antes do intervalo parecia recolocar o time no jogo.

O grande problema apareceu novamente na sequência da partida.

Assim como aconteceu em outras rodadas, a equipe sofreu um gol logo após conseguir o empate e voltou para o segundo tempo sem conseguir reagir. A Ponte praticamente não ameaçou o Goiás durante toda a etapa final. O goleiro Thiago Rodrigues trabalhou muito pouco e foi apenas um espectador durante boa parte dos 45 minutos finais.

Mérito também do adversário.

O Goiás mostrou exatamente o comportamento de um time acostumado a disputar a Série B. Abriu o placar, baixou suas linhas, fechou os espaços e esperou o erro da Ponte para voltar a atacar. Depois do segundo gol, repetiu a estratégia, administrou a vantagem e controlou a partida sem passar grandes sustos. É uma equipe organizada, bem treinada e que sabe competir dentro da divisão.

A Ponte, por outro lado, esbarrou nas próprias limitações.

Além da questão física e emocional, a diferença técnica também ficou evidente. Diante de um adversário fechado, organizado e confortável com o resultado, a Macaca não encontrou alternativas para criar chances claras de gol. Faltou repertório, criatividade e capacidade para transformar posse de bola em oportunidades reais. Para um time que jogava em casa e precisava buscar o resultado, foi muito pouco.

A arbitragem, desta vez, não entra na discussão. Os dois pênaltis foram corretamente marcados, e a condução da partida não influenciou o placar. A derrota precisa ser explicada pelo desempenho da própria Ponte.

Por isso, a conclusão continua sendo a mesma das últimas rodadas.

A Ponte Preta que entra em campo é o retrato fiel do clube fora dele. A instabilidade administrativa, os problemas financeiros, o desmanche do elenco e toda a turbulência vivida nos bastidores inevitavelmente chegam ao gramado.

Enquanto esse cenário não mudar, dificilmente os resultados serão diferentes. Afinal, hoje, a Ponte Preta dentro de campo é apenas o espelho do que acontece fora dele.

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