Ponte Preta: CBF exclui clube de programa de custeio por atrasos salariais e diretoria tenta reverter decisão

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Foto de Marcos Ribolli

O que você precisa saber

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  • A Ponte Preta foi excluída pela ANRESF, órgão da CBF, do programa de custeio de jogos da Série B (PARF-B) devido a atrasos salariais.
  • A punição ocorreu pelo descumprimento do Requisito de Solvência, motivada por uma inadimplência superior a sessenta dias em obrigações trabalhistas, fundiárias e previdenciárias.
  • A entidade deixará de arcar com as despesas logísticas, como passagens e hotéis, além de repassar as taxas de arbitragem diretamente ao clube.
  • A Alvinegra terá que reembolsar a CBF pelas despesas geradas desde o início da competição e pagar as faturas futuras de logística em até dez dias úteis.
  • A diretoria da Macaca realizou pagamentos parciais recentemente e planeja enviar os comprovantes ao órgão de fair play financeiro para tentar reverter a exclusão.
  • O clube segue buscando estabilidade nos bastidores, em momento que coincide com a recente contratação do técnico Márcio Zanardi.

Macaca busca acordo com envio de comprovantes

A crise financeira da Ponte Preta ganhou um novo e preocupante desdobramento nos bastidores. A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), órgão vinculado à CBF, determinou a exclusão da Macaca do Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B (PARF-B). A decisão foi formalizada pela Turma 02 de Julgamento após a constatação do descumprimento do Requisito de Solvência. O time campineiro acumulou mais de sessenta dias de atraso no pagamento de obrigações fundamentais, incluindo verbas salariais e remuneratórias de natureza alimentar, além de recolhimentos de FGTS e INSS destinados a atletas, comissão técnica e colaboradores administrativos.

A punição imposta pela agência gera um impacto imediato e pesado no fluxo de caixa da instituição. Com a exclusão compulsória do programa, a responsabilidade de arcar com todas as despesas de logística e com as taxas de arbitragem passa a ser integral e exclusiva da Alvinegra. A CBF seguirá operacionalizando as viagens por meio de sua agência parceira, mas enviará uma fatura consolidada mensalmente, que o clube terá apenas dez dias úteis para reembolsar. Além disso, a entidade exige que a Ponte Preta restitua os valores de todos os custos suportados pela confederação desde o início do campeonato. O descumprimento desses pagamentos pode acarretar sanções severas, como a retenção de cotas de transmissão e de premiações.

Em meio ao cenário turbulento, que coincide com a recente chegada do técnico Márcio Zanardi para comandar a equipe na beira do gramado, a diretoria se movimenta de forma emergencial para tentar recuperar o benefício. O regulamento do programa prevê a possibilidade de readesão futura, mas exige que o clube comprove novamente o preenchimento dos requisitos de elegibilidade, o que pressupõe a regularização efetiva das pendências que motivaram a sanção inicial. Nos últimos dias, a gestão efetuou o pagamento parcial dos salários atrasados aos jogadores. Agora, o departamento jurídico e financeiro da Ponte prepara o envio desses comprovantes ao órgão de fair play financeiro da CBF, na expectativa de demonstrar a retomada gradual da conformidade para tentar reverter a dura decisão e aliviar os cofres do clube.

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