Ponte Preta: em greve, elenco só deve se reapresentar às vésperas do Paulistão

Ponte Preta: em greve, elenco só deve se reapresentar às vésperas do Paulistão
Foto de Marcos Ribolli

A Ponte Preta vive um momento de instabilidade às vésperas da temporada 2026. O elenco profissional decidiu suspender as atividades nesta pré-temporada em protesto contra atrasos salariais e pendências contratuais, e a retomada dos treinos está prevista apenas no início de janeiro, a poucos dias da estreia no Campeonato Paulista. 

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Os jogadores entraram em greve após sucessivos atrasos no pagamento de salários, férias, 13.º e direitos de imagem, com alguns vencimentos em aberto há até sete meses, segundo o comunicado publicado pelo grupo. A paralisação das atividades foi oficializada no fim de dezembro e, desde então, o elenco permanece sem treinar enquanto a diretoria busca soluções para regularizar as pendências. 

A direção alvinegra conseguiu, na semana passada, depositar um mês de salários atrasados à maioria dos atletas, mas isso não foi suficiente para encerrar o movimento de paralisação. Mesmo com parte dos valores quitados, os jogadores mantêm a suspensão dos treinamentos em protesto pela continuidade dos débitos. 

O clube programou a retomada da pré-temporada para 2 de janeiro de 2026, data em que o elenco deve, enfim, voltar ao CT do Jardim Eulina para iniciar oficialmente os trabalhos rumo às competições da temporada. Essa previsão coloca a Macaca em um cronograma apertado, a menos de duas semanas da estreia no Paulistão, marcada para o dia 11 de janeiro, contra o Corinthians. 

A crise financeira também tem se refletido em movimentações no elenco: vários jogadores recém-anunciados para 2026 deixaram o clube, e atletas remanescentes da última temporada têm negociado desligamentos diante da incerteza sobre o pagamento de seus direitos. 

Nos bastidores, a diretoria liderada pelo vice-presidente e diretor de futebol Marco Eberlin afirma que está empenhada em resolver as questões e que espera normalizar a situação salarial até o início dos treinos, sem oferecer um cronograma definitivo para quitar todas as parcelas em atraso. 

A pressão sobre a gestão aumenta à medida que o clube, campeão da Série C em 2025, busca manter sua competitividade na Série B do Brasileiro e no estadual. A torcida acompanha com apreensão o desenrolar das negociações, ciente de que a instabilidade extracampo pode impactar diretamente no desempenho esportivo do time campineiro ao longo da temporada.  

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