Guarani: novo atacante explica “falta de gols” e demonstra otimismo em acesso na Série C
Aos 30 anos, Guilherme Parede desembarcou no Brinco de Ouro como primeiro reforço do Guarani para a próxima temporada.
O jogador estava no Vila Nova, onde disputou 22 jogos e contribuiu com quatro assistências, mas chamou atenção pela falta de gols.
Na última temporada, Parede explicou que passou por uma grave lesão entre sua passagem pelo Kashima Antlers, do Japão, e a chegada em Goiânia, o que interferiu nos números.
“Eu sou um jogador que faço quase todas funções do ataque. Eu jogo em qualquer posição do meio pra frente. Fico à disposição do professor. Já fiz as duas beiradas, já atuei por dentro e me sinto bem em todas funções”, se apresentou em entrevista à Rádio Bandeirantes.
“Esse ano foi muito atípico porque eu voltei de uma lesão de ligamento cruzado, mas superei as expectativas dos médicos e voltei a jogar em maio, após sete meses da lesão. Mas eles me seguraram um pouco por conta dos riscos, como cautela mesmo, e minha volta acabou sendo gradual. O início foi positivo, mas depois algumas oscilações ocorreram e o clube também passou por quatro trocas no comando técnico. Isso interfere no rendimento coletivo também”, completou.
No último ano saudável e com sequência, Parede foi o grande destaque do Vila Nova em 2023. Foram 48 jogos, sete gols e sete assistências. Ele também teve números positivos no Coritiba, em 2018, e no Inter, em 2019. Também passou por Talleres, da Argentina, Vasco da Gama, Juventude e Ypiranga-RS.
“Não foi um ano de gols, mas ajudei com assistências ou nos inícios das jogadas. Eu atuei mais afastado do gol e isso interferiu também na falta de gols. Claro que não é desculpa, mas isso interfere nas estatísticas de qualquer atleta. O mais importante é que me sinto cada vez melhor para recuperar a melhor forma no Guarani”, destacou.
Parede vai atuar no Paulistão pela primeira vez na carreira. Isso acabou pesando na escolha pelo novo clube. Ele também demonstrou otimismo que o time vai brigar pelo acesso na Série C.
“O Paulistão é uma competição que eu sempre quis jogar e precisava desse desafio na minha carreira. O Guarani também está montando um planejamento muito positivo e a gente tá muito confiante que vai ser um time competitivo para brigar pelo acesso. O lugar do Guarani não é na Série C. É um passo gradual para voltar à Série B e depois subir para a primeira divisão”, encerrou.
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