O presidente da Ponte Preta, Sebastião Arcanjo, falou pela primeira vez sobre o protesto dos jogadores. Insatisfeitos com o panorama financeiro, os atletas se recusaram a treinar e voltaram para casa nesta quarta-feira.

“Os atletas estão buscando a melhor forma de encontrar uma solução do passivo trabalhista. Estamos fazendo todos os esforços e não estamos de braços cruzados fingindo que o problema não existe”, garantiu Tiãozinho.

Em atraso estão três meses de direito de imagem, férias, décimo terceiro e quatro dias no salário da CLT.

“Quero focar na solução e tem uma mobilização. Hoje os jogadores apresentaram uma proposta para tentar um acordo, mas estamos em um cenário escasso e vamos agir para buscar essa garantia para todos. Eles estão pleiteando o salário de dezembro, décimo terceiro e um valor de imagem. Agora a proposta está na mesa e considero que foi uma reunião positiva”, reiterou.

Ainda com chances matemáticas de acesso, a Ponte Preta entra em campo no próximo domingo e enfrenta o Náutico pela 35ª rodada da competição. “Temos um jogo decisivo e o campo ainda está oferecendo oportunidades. Precisamos convencer os jogadores disso e cabe à diretoria buscar a solução”, completou.

Tiãozinho ainda lembrou que a diretoria contava com uma participação ainda maior na Copa do Brasil para ter direito ao montante ainda maior da CBF.

“A gente sabia que a campanha na Copa do Brasil era fundamental para saúde financeira do clube e a gente tinha uma perspectiva de andar mais na competição. Ainda tivemos que pagar um passivo para um clube da Conmebol e os números foram comprometidos. A gente está buscando solução e gostaria de cravar uma data, mas é um processo que está em andamento”, finalizou.

Foto de Alberto Nucci/Pontepress

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