Fernando Gaúcho foi o principal nome da campanha do Guarani no acesso da Série C de 2008. O centroavante foi contratado com a competição em andamento e foi peça fundamental de Luciano Dias marcando 17 gols em 21 jogos realizados.

“Eu acho que tudo foi a questão do momento e a maneira como o Luciano me encaixou. A competição estava em andamento e dentro da filosofia que o Luciano trabalhava o camisa 9 era muito utilizado. Não apenas para proteger, mas para ficar próximo do gol e consegui uma marca positiva. Foi um momento único que vivi na minha carreira e foi a minha melhor média”, disse em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas.

A chegada de Fernando Gaúcho ao Brinco de Ouro ocorreu em momento delicado da vida pessoal do atleta. Após a perda do pai e a saída do Galo Maringá, o atleta ficou sem mercado por quase um semestre e depois conseguiu alcançar o melhor momento da carreira.

“Eu criei uma identificação com o clube muito grande. Eu até citei recentemente que no momento mais difícil da minha vida, após a morte do meu pai, fiquei quatro meses desempregado e foi o Guarani que me acolheu. Sempre me senti honrado em vestir a camisa do clube e posso dizer que sou um torcedor nato do clube”, ressaltou Gaúcho.

O camisa 9 também ficou marcado pela comemoração. Quando balançava as redes, Fernando Gaúcho pegava o arco e a flecha para fazer ilusão ao mascote do Bugre que é o índio.

“Eu tive dois incentivos para criar a comemoração da flechada. A minha esposa era assessora do Guarani e o Roque incentivou a ideia. Eu fiz no jogo contra o Duque e a torcida gostou. A partir dali eu comecei a utilizar essa comemoração e ficou bem marcado”, completou.

A sequência da carreira ainda acumulou passagens por Criciúma, Santa Cruz e Atibaia, mas sem o mesmo sucesso da passagem entre 2008 e 2009 por Campinas. Ainda jogou no Guarani em 2013, mas marcou apenas dois gols em 8 jogos disputados. Ao todo soma 44 partidas e 21 gols com a camisa do Guarani.

“Eu não consegui obter uma sequência de média na minha posição, mas consegui acessos pelo Criciúma, São Bernardo e Atibaia. Tive uma sequência de êxito coletivamente, mas individualmente não consegui repetir os números. Nunca deixei de me preparar, mas são circunstâncias de trabalho e também sofri com uma lesão na panturrilha que me impediu de decolar ainda mais”

Reportagem de Júlio Nascimento | Foto de Rodrigo Vilalba/divulgação Guarani

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