Aos 31 anos, Mazola segue no futebol paulista e atuava com a camisa do Juventus na Série A2 antes da paralisação das competições no Brasil.

Mas há 10 anos, ainda uma jovem promessa buscando afirmação, terminou a temporada de 2010 como artilheiro do Guarani com sete gols marcados em 29 jogos disputados.

“Eu estava sem espaço no São Paulo, mas treinando bem no profissional e recebi a sugestão do Ricardo Gomes para ser emprestado. Todos gostamos da ideia, surgiu a possibilidade de jogar no Guarani e foi algo muito bom para minha carreira”, relembrou em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Emprestado pelo São Paulo na época, Mazola foi uma das peças mais utilizadas pelo técnico Vagner Mancini e não atuou apenas em nove rodadas na última participação do Bugre na Primeira Divisão.

“A maior mágoa que eu tenho é de ter caído com o Guarani. Foi um clube que abriu as portas para mim né? Eu tenho uma gratidão muito grande e devo a minha carreira e tudo que conquistei ao período que estive no Brinco de Ouro. Eu fui conhecido como jogador Mazola no Guarani”, ressaltou.

Após o período no Bugre, foi negociado com o Urawa Reds do Japão e iniciou sua trajetória fora do Brasil passando por China, Coréia do Sul, Irã e Portugal. Em 2018 voltou para atuar no CRB, passou pelo São Bento e disputou quatro jogos neste ano pelo Juventus.

“Eu estava sem clube e fui visitar meu cunhado Diego Sacoman em um treino do Juventus. Lá encontrei Alex, o presidente e recebi um convite para ajudar por três meses e tive essa experiência. Mas ainda estamos analisando as possibilidades para o futuro”, explicou.

A passagem no Irã era positiva. O atacante tinha participado de nove jogos com a camisa do Tractor Club e receberia uma extensão de dois anos se atingisse 25 jogos, mas optou por voltar ao Brasil por questões pessoais.

“Eu estava vivendo um momento legal fora do Brasil, inclusive com uma oportunidade no Irã, mas acabamos recebendo uma notícia negativa que meu sogro estava passando por um problema de saúde no Brasil e optamos por voltar. Tem coisas que o dinheiro do mundo não compra e estar perto da família é importante também”, encerrou.

Reportagem de Júlio Nascimento | Foto de Leandro Ferreira/AAN/divulgação

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