Kleina ganha sobrevida após classificação, mas precisará acabar com instabilidade

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Foto: Fábio Leoni - Ponte Press

Mais uma vez a Ponte Preta venceu e não convenceu. Repetindo a atuação instável diante da Internacional e do Palmeiras, a equipe do técnico Gilson Kleina derrotou o Novo Hamburgo por 2 a 1 e avançou na Copa do Brasil.

O resultado serviu para dar sobrevida ao técnico Gilson Kleina. Após um início irregular na temporada, o comandante da Macaca perdeu parte do apoio interno e precisará melhorar o desempenho nos próximos jogos.

Kleina está sendo questionado por três aspectos.

O primeiro é o modelo de jogo indefinido. A equipe alternou em formações nas rodadas iniciais do Paulistão e também não apresentou padrão na partida contra o Novo Hamburgo correndo riscos de uma nova eliminação precoce.

O segundo é a insistência na escalação de jogadores ou improvisações que desagradam. Cléber Reis só foi substituído na quinta rodada mesmo após falhas consecutivas. O mesmo ocorre com a indefinição sobre o posicionamento de Apodi e as substituições que geram pouco efeito no jogo.

O terceiro ponto é o recuo excessivo nas partidas. A exemplo da partida contra a Internacional, após marcar o gol, a Ponte alterou a postura contra o Novo Hamburgo e chamou um adversário mais fraco tecnicamente para cima.

Após a Série B do ano passado, o presidente Tiãozinho admitiu que gostaria de ter uma filosofia diferente em relação aos outros dirigentes e dar mais tempo de trabalho ao treinador. Ele também deixou claro que resultados e desempenho seriam cobrados da comissão técnica após atender boa parte da demanda nas contratações.

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