(coluna de Júlio Nascimento)

ESPEL ELEVADORES

Dérbi não tem favorito? Clássico é clássico e vice-versa? Eu sou sempre contrário aos clichês e mesmo entendendo o significado destes bordões prefiro não concordar com nenhum.

Existe um peso magnificado em um jogo como Guarani e Ponte Preta. Não dá para tratar como igual aos outros confrontos das equipes.

Tanto que Renato Cajá foi poupado contra o São Bento, Roger não fez esforços para ficar suspenso na última rodada e voltar no dérbi. No Guarani Carpini poupou quatro titulares mesmo diante do líder pensando em ter força máxima diante do principal rival.

É um campeonato à parte como diria Vadão? Sim. Mas todo campeonato tem seu favorito. A magia do dérbi é que nem sempre o favorito vence. E isso pode sempre acontecer.

Ficar em cima do muro pode representar o equilíbrio das equipes. De fato Guarani e Ponte Preta apresentam um roteiro decepcionante: temporada de eliminações no Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Série B. Ainda não há confirmação matemática de permanência na Segunda Divisão, mas é questão de tempo.

O equilíbrio existe nivelado por baixo, mas ainda sim há um favoritismo. E falar que não há só pela magia do clássico é pragmatismo puro.

Quem chega melhor ao dérbi 195 é o anfitrião. Carpini tem 54% de aproveitamento contra 36% de Gilson Kleina na Série B. O conceito de jogo está mais claro para os jogadores do Guarani que não precisam lidar com instabilidade política com renúncia de presidente, investigação contra diretor e lista de dispensas com a competição em andamento.

Individualmente, a Ponte Preta tem mais recursos individuais para um clássico como Ivan, Cajá e Roger, mas Kleina segue em dificuldades de armar um plano de jogo e não por coincidência chega ao clássico com um jejum de seis jogos sem vitória.

O Guarani, apesar de não vencer dérbis há cinco jogos, chega ligeiramente em condições mais confortáveis para sábado. Isso pode representar tudo. Como pode não representar nada. Mas sempre há um favorito.

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