O Guarani de 1988 se notabilizou como um dos mais ousados times da história da equipe campineira. O time comandado por Carbone tinha jogadores como Ricardo Rocha, Boiadero, Evair e Barbieri, além de João Paulo e Neto.

E foi essa dupla que foi responsável por relembrar a campanha histórica do Campeonato Paulista daquele ano em entrevista aos Donos da Bola de Campinas na tela da Band Mais.

Após ter ficado em segundo na primeira fase com 26 pontos (perdendo nos critérios de desempate), o Guarani eliminou XV de Jaú, São José e Inter de Limeira e foi para a decisão contra o próprio Corinthians.

“A partida contra a Inter de Limeira foi muito importante na afirmação do nosso estilo de jogo. Ainda se tinha uma certa desconfiança em relação ao modelo de jogo, mesmo com a campanha na primeira fase, mas conseguimos chegar com moral na decisão”, disse João Paulo.

O primeiro jogo da final foi disputado no Morumbi e ficou conhecido pelo gol de bicicleta marcado por Neto ainda no primeiro tempo. Depois Édson acabou empatando para o Corinthians e a definição ficaria para o Brinco de Ouro.

“Foi um gol muito especial na minha vida. E ele ficou ainda melhor porque o Luciano do Valle fez uma descrição perfeita e deu muito valor ao que aconteceu. É algo que eu vou levar para sempre na minha vida”, explicou Neto, hoje apresentador da Band, ao programa de Carlos Batista.

O clima era de muita tensão e a partida em Campinas terminou empatada sem gols. No início da prorrogação, o atacante Viola, ainda no início da carreira, aproveitou cruzamento para abrir o placar e dar o título ao Corinthians.

“Foi um jogo difícil e muito tenso no tempo regulamentar. Mas a verdade é que o Guarani teria sido campeão se Carbone não tivesse me tirado antes da prorrogação. O Guarani teve muitas faltas perigosas para cobrar e eu teria feito a diferença para o clube”, reclamou Neto.

O desentendimento do ex-camisa 10 com o técnico Carbone foi confirmado por João Paulo. “Desde o jogo em Limeira havia uma discussão interna se daria para jogar comigo, Neto e Evair juntos. Eu até me coloquei à disposição para ser o marcador e ajudar na defesa. Mas após os 90 minutos o Carbone teve uma decisão de tirar o Neto e aí os ânimos se exaltaram. Teve camisa voando no vestiário”, brincou o ponta.

Reportagem de Júlio Nascimento

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